A energia eólica comprada no último leilão A-5 (para daqui a cinco anos) promovido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), no último 29 de novembro, representou 19% do total. Foram 925,9 megawatts (MW) de potência de um total de 4,9 mil MW, entre todas as fontes. Porém, somaram 36 dos 51 projetos contratados, ou 41%.

A presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Melo, afirma que os resultados refletem a maturidade da indústria. "Os montantes negociados demonstram o momento de consolidação que a fonte eólica está vivendo e os reais custos por ela apresentados", diz, em boletim da empresa.

Os leilões atendem à necessidade das distribuidoras de todo o País para o mercado regulado, que enviam à EPE previsões sobre o mercado futuro, em um, três ou cinco anos. Os geradores cadastram empreendimentos para venda em leilões que, no caso do último pregão, teve concorrência de eólicas, térmicas, solares e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), explica o diretor da Copel Renováveis, engenheiro Edson Sardeto. "A Copel Distribuidora não pode comprar direto da Copel Geração, só em leilões", diz.

Quando ocorre seca, hidrelétricas que venderam determinada quantidade de megawatts precisam garantir a produção e recorrem a fontes alternativas, como as termelétricas. Como o custo nesses casos é maior do que o de venda ao consumidor, o caixa das geradoras fica prejudicado e gera a necessidade de alta no reajuste do preço no ano seguinte. "O mercado de curto prazo está muito caro", conta Sardeto. No último leilão da EPE, o custo da energia eólica girou em torno de R$ 135 por MW e o da térmica, pouco acima de R$ 200 por MW. (F.G.)

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