Curitiba - Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco já proibiram o amianto. No Paraná, o deputado estadual Luiz Eduardo Cheida é autor de um projeto de lei que proíbe a fabricação e comercialização do produto em todo o Estado. A matéria já passou pelas Comissões de Constituição e Justiça, Indústria e Comércio, Saúde e agora tramita na Comissão de Meio Ambiente. Depois terá que passar pelo Plenário. ''Tento há cinco anos fazer a proibição'', disse Cheida. O primeiro projeto foi rejeitado na Comissão de Constituição e Justiça há dois anos.
Segundo o médico Elver Moronte, uma das doenças mais graves causadas pelo componente é o mesotelioma, um tipo de câncer na pleura, a parede do pulmão. Não tem cura e os pacientes geralmente costumar viver de seis a oito meses depois que o problema é detectado. Moronte destacou que a doença aparece depois de 30 ou 40 anos que foi iniciada a exposição a fibra de amianto.
Por este motivo, há uma grande dificuldade em mensurar números de casos. Isso porque, muitas vezes, o trabalhador já está aposentado e não faz relação com a atividade profissional que exerceu. Ele contou que houve um caso em 2009 de um trabalhador de Curitiba que morreu com mesotelioma depois de trabalhar dez anos com amianto. A doença apareceu 30 anos depois que ele tinha saído da empresa. (A.B.)

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