Projeto sai de pauta e nova loja do Angeloni vai atrasar
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Nelson Bortolin<br>Reportagem Local 
O diretor Operacional do Grupo Angeloni, Atanázio dos Santos Netto, deixou a Câmara Municipal ontem com a impressão de que a Lei da Muralha ainda vigora em Londrina. A empresa, que inaugurou neste mês uma loja no Londrina Norte Shopping, pretende instalar uma segunda na Avenida Leônia Milito, próximo ao Catuaí Shopping na zona sul. O terreno foi adquirido em setembro de 2010, mas até agora a obra não pode ter seu início.
Santos Netto esteve em Londrina para acompanhar a votação do projeto de lei 358 - 2012, de autoria do presidente do Legislativo, vereador Rony Alves (PTB), que muda o zoneamento da Rua Ulrico Zuinglio de Zona Residencial 4 (ZR4) para Zona Comercial 3 (ZC3). A via é paralela à Madre Leônia, e a mudança seria necessária para permitir a entrada de caminhões para o hipermercado.
Analisado em primeiro turno, o projeto foi retirado de pauta depois de uma discussão acalorada dos vereadores que durou mais de duas horas. Ele só volta a ser analisado na 4ª sessão da próxima Legislatura, cujo recesso termina dia 5 de fevereiro. Questionado se acreditava que, mesmo sem a Muralha, a concorrência estaria exercendo alguma pressão para impedir a nova loja do grupo, Santos Netto disse: "Foi o que eu percebi nas colocações de alguns vereadores".
Apesar disso, ele garantiu que o grupo não vai desistir da nova loja, que deve gerar 450 empregos diretos e 250 indiretos. O projeto prevê 34 mil metros quadrados de área construída e 5,7 mil metros quadrados de área de venda, com 28 lojas de apoio e 650 vagas de estacionamento. "Não desistimos de Londrina. Faz tempo que queremos nos estabelecer aqui. Já estamos no Londrina Norte. O problema é que a nova loja vai demorar um pouco mais", afirma.
Segundo o diretor, o Angeloni oferece benefícios como planos de saúde e odontológico e seguro de vida aos funcionários. "Nossa política é valorizar o funcionário, pagando salários acima da média do mercado", ressalta. Questionado se, na opinião dele, o fato também contraria os interesses da concorrência, ele preferiu não comentar.
O grupo, que neste ano vai faturar R$ 2 bilhões, emprega 10.800 pessoas em Santa Catarina e no Paraná. São 26 hipermercados, 22 farmácias e 9 postos de combustíveis.


