Projeto revitaliza comércio no centro
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 14 de outubro de 2003
Candice Dequech<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Associação Comercial do Paraná (ACP) lança hoje à noite o Projeto Centro Vivo, cuja idéia é ativar e revitalizar o comércio no centro da cidade, disponibilizando aos visitantes e moradores da região mais segurança, entretenimento e qualidade nos serviços prestados. A estimativa da ACP é de que haja um aumento de 20% a 25% nos negócios da região central escolhida, que abrange a área compreendida entre as ruas Jesuíno Marcondes e Tibagi, e a região compreendida entre as ruas Pedro Ivo até a Cruz Machado, onde existem cerca de 1,4 mil lojas e circulam cerca de 140 mil pessoas por dia.
Pela segurança e comodidade com estacionamento, os consumidores têm preferido fazer compras em shoppings centers. A intenção do projeto, que já entra em prática em novembro, é fazer com que os consumidores também frequentem as lojas centrais, principalmente em períodos de datas comemorativas, como no Natal, que concentra cerca de 40% das vendas do ano.
Segundo Élcio Ribeiro, vice-presidente do setor de serviços da ACP, os comerciantes da região central já haviam reivindicado soluções para problemas comuns àquela região, como a falta de segurança e coleta de lixo, que resultou em um estudo de estruturação desenvolvido pela diretoria da ACP, chamado de ''Desenvolver'', no qual o projeto piloto é o Centro Vivo.
Além da capacitação de mão-de-obra, modernização do comércio e a realização de eventos que atraiam o público consumidor para a região, a ACP também deve cadastrar e convidar os funcionários e lojistas da área para um treinamento promovido pela Universidade do Comércio, que vai oferecer cursos técnicos reconhecidos pelo Ministério da Educação em vários níveis - graduação, especialização e de doutorado - e áreas que vão desde o atendimento até a instalação de lojas. Segundo Ribeiro, as aulas devem ser ministradas por professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que, em contrapartida, terão seus alunos inseridos no mercado de trabalho por meio de estágios no comércio.
Para viabilizar a modernização, também foram firmados convênios financeiros, disponibilizando linhas de crédito para financiamento de equipamentos. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também deverá contribuir com a liberação de recursos, com linhas especiais para os lojistas que queiram reformar ou restaurar as instalações de sua loja. ''A parcela do comerciante é investir no seu estabelecimento e, para isso, estamos dando as ferramentas'', diz Ribeiro.


