Projeto reserva 3% das casas populares para pessoas com deficiência
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quarta-feira, 16 de julho de 2014
Redação Bonde com Agência Senado 
Projeto da senadora Ângela Portela (PT-RR) que reserva 3% das moradias populares para pessoas com deficiência pode ser votado em decisão terminativa nesta quarta-feira (16) na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). A proposta (PLS 78/2011) tem voto favorável do relator, senador Eduardo Suplicy (PT-SP).
De acordo com o texto, as residências devem ser adaptadas e preferencialmente localizadas no térreo. As adaptações também se estendem aos ambientes assistenciais. O projeto ainda complementa a garantia desse direito ao estabelecer a prioridade nos procedimentos de distribuição e aquisição de apartamentos térreos em conjuntos habitacionais de interesse social.
Para Ângela Portela, a matéria ajuda a concretizar a integração social e o direito social à moradia. Ela ressalta que a habitação em condições precárias se torna especialmente perversa quando se trata daqueles que dependem de cadeira de rodas ou outros auxílios para se locomoverem.
Já Suplicy lembra em seu relatório que as pessoas com dificuldade de locomoção são muito mais expostas a perigos em situações de emergência, como incêndios e inundações.
Emendas aprovadas anteriormente na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) aperfeiçoaram o texto, tornando a redação mais esclarecedora sobre os objetivos buscados, além de atualizarem a terminologia referente às pessoas com deficiência.
Acessibilidade
Na mesma reunião a CDH deve apreciar outras propostas que tratam da acessibilidade, caso da garantia de adequação das unidades do Programa Minha Casa Minha Vida para idosos ou pessoas com deficiência (PLS 650/2011); do projeto que assegura nas instituições financeiras o acesso adequado de clientes com deficiência visual às informações e aos objetos físicos (PLS 349/2012); e do acréscimo aos deveres do Estado da produção de regras de acessibilidade aos locais de uso público (PLS 541/2011).


