O vereador Roberto Fú (PDT) pretende chamar de volta para a pauta da Câmara, dentro de 15 dias, seu projeto 161/2001, que revoga a Lei da Muralha. Sem revelar do que se trata, ele afirma que está aguardando uma ''novidade'' que pode ajudá-lo a derrubar a lei.
Independentemente desta ''novidade'', o pedetista disse que levará o projeto à votação nas próximas semanas, mesmo correndo o risco de não aprová-lo. Ontem, ele esteve em Curitiba onde se reuniu com o promotor Wilde Soares Pugliese, do Ministério Público Estadual.
Segundo o vereador, Pugliese contou a ele que o MP ainda não entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a Lei da Muralha por causa do projeto 161. ''É que, se meu projeto for aprovado, a Adin do Ministério Público perderia seu objeto'', justificou. De acordo com ele, o promotor irá apresentar a ação se o projeto de lei for rejeitado na Câmara.
A Lei da Muralha (9.869/2005), sancionada pelo ex-prefeito Nedson Micheleti (PT), estabelece um quadrilátero que toma boa parte da cidade. Dentro dele, é proibida a instalação de supemermercados com mais de 1.500 metros quadrados de área de venda e de casas de material de construção com mais de 500 metros quadrados de área de venda. A Muralha é considerada inconstitucional por promover reserva de mercado, segundo o vereador e o Ministério Público.
O atual prefeito Barbosa Neto (PDT) quer incluir os shoppings nas restrições da lei. E deve mandar ao Legislativo um projeto de lei com este objetivo. Em compensação, ele aceita reduzir o quadrilátero em 20%.
Por meio da assessoria de imprensa, o promotor disse que não pode comentar o caso por enquanto.

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