Projeto provoca mudanças na relação de trabalho
A mudança de postura das empresas que aderem ao Projeto Economia de Comunhão se reflete na relação com os trabalhadores. De acordo com Armando Tortelli, da Prodiet, os salários são um pouco acima do que os do mercado em geral. Outra prática é não demitir os que estão há mais tempo na casa para reduzir salários. Procuro ser fiel com esses trabalhadores. Eles não são descartados para serem substituídos por outros com salário menor.
Além de ter um plano de cargos e salários, a Prodiet estabelece um sistema de premiação em cima de resultados. Em 1999 e 2000, Armando afirma que a meta foi atingida em vários meses, o que não aconteceu nos últimos meses de 2001.
Quando alcançam as metas, os funcionários recebem uma participação de 20% para quem recebe até R$ 500,00; de 15% para a faixa de R$ 500,00 a R$ 1.000,00; e de 10% para salários acima de mil reais. Segundo o empresário, ainda não há um sistema efetivo de distribuição de lucros. O planejamento é para que, em cinco anos, seja contemplada a participação nos lucros. Mas a empresa já contribui para um fundo de ajuda aos necessitados.
Isabel Costa dos Santos, de 46 anos, está na Prodiet há seis anos. Ela é conferente de mercadorias e responsável pelos laudos técnicos. Antes de trabalhar ali, ela já foi empregada em hospital e numa fábrica de boneca. Isabel diz que adora trabalhar na Prodiet. É como se fôssemos uma família. Nos outros lugares, você é só mais um número. Se der certo, fica. Se não, rua.
Na Prodiet, ela diz que é possível conversar e mudar de função se o funcionário não se adapta. E conta que antes ela fazia separação de medicamento, o que a deixava cansada porque tinha que andar muito pelo depósito. Eu não estava rendendo e pedi para trocar de função. Foi atendida. Na nova função, quando lhe foi feita uma proposta para mudar de setor, ela não aceitou. E também foi atendida.





