Projeto prevê termelétrica na RMC
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quarta-feira, 29 de novembro de 2000
Adriana Ribeiro e Leandro Donatti De Curitiba 
A Petrobras, a Ultrafértil e a empresa norte-americana Public Service Enterprise Group (PSEG) anunciaram ontem a instalação de uma usina termelétrica em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba, sem ter garantia de que o projeto sairá do papel. Diretores das empresas prometem para junho do ano que vem o início da construção da Conversora de Fertilizante e Energia do Paraná (Cofepar), que seria a primeira usina termelétrica no Brasil a óleo combustível com capacidade para reconversão de gases em fertilizante agrícola.
O que os diretores das empresas parceiras desconsideram é que o projeto, que prevê um investimento de US$ 600 milhões, ainda não tem autorização do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). A audiência pública sobre os resultados do Relatório de Impacto Ambiental (Rima) e Estudos de Impacto Ambiental (EIA) deve acontecer somente no início do próximo ano.
Com previsão de iniciar as atividades em 2003, a termelétrica teria a capacidade para geração de 650 megawatts, o que é suficiente, segundo as empresas, para atender uma população que varia entre 600 mil e 1 milhão de pessoas. Além disso, a unidade deveria produzir 100 mil toneladas de sulfato de amônia por ano. Isso é o equivalente a um terço do consumo de sulfato de amônia no Paraná. Atualmente, o Estado importa todo o sulfato de amônia que utiliza em forma de fertilizante agrícola.
Essa é a primeira promessa de investimento da PSGE em termelétrica no Brasil, segundo Hector Rocha, presidente da Cofepar. O gerente geral da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), subsidiária da Petrobras, Rubens Novicki, que participa do projeto, disse ontem que o interesse da Petrobras é vender o óleo combustível localizado.
Toda a amônia a ser usada no processo de reconversão das emissões em sulfato de amônia será produzida pela Ultrafértil. A previsão é que a termelétrica utilize 25 mil toneladas de amônia por ano, que serão transformadas em cerca de 100 mil toneladas de sulfato de amônia. A Ultrafértil não possui tecnologia para produção do sulfato.
A Ultrafértil produz 1,3 mil toneladas de amônia por dia. Desse total, cerca de 1,1 mil é destinado à produção do fertilizante agrícola uréia. O restante é vendido principalmente para a indústria alimentícia do Estado de São Paulo. (Colaborou Emerson Cervi)


