Projeto preocupa Acil
O presidente da Acil, Rubens Benedito Augusto, recebeu a notícia do projeto com preocupação. ''Se eles citam o modelo da 25 de Março, por exemplo, está claro que a idéia é trazer mercadoria irregular. É um negócio meio triste'', criticou. Ele ressaltou que na própria capital paulista já vem se tomando providências para coibir o comércio informal e a pirataria. ''Será que quem está fomentando essas idéias para Londrina não é o pessoal que está sendo expulso lá de São Paulo?'', questionou.
Rebatendo a acusação do secretário da Canaã de que a Acil ''não tem projeto'' para a cidade, Augusto citou ações como a Estação Fashion e o Arranjo Produtivo Local (APL) das confecções. ''Temos que fomentar coisa nossa, não trazer contrabando. A Acil continua aberta ao diálogo com os camelôs e concorda que quanto mais empresas forem abertas, mais a cidade se fortalece. Mas tem que ser loja formalizada, dentro da lei.''
Para o delegado substituto da Receita Federal em Londrina, Mário Sonomura, se os comerciantes conseguirem importar os produtos da China, legalmente, será bom para o órgão, que arrecadará mais. Ele citou, entretanto, que existe uma série de regras que deve ser seguida para que as mercadorias entrem legalmente no País. A primeira é o lojista se cadastrar no sistema de importação da Receita.
Além disso, segundo ele, é preciso seguir normas de outros órgãos brasileiros. ''Os brinquedos precisam estar de acordo com as normas do Inmetro e alguns produtos precisam da autorização do Ministério da Saúde para serem vendidos aqui'', exemplificou Sonomura. De qualquer forma, o delegado garantiu que se realmente for instalado na cidade um centro atacadista com produtos importados a Receita fará fiscalizações regularmente para atestar a origem dos materiais. (Vanessa Navarro e Erika Zanon)





