Moradores e comerciantes do Altos do Igapó (zona sul de Londrina) encontraram a oportunidade para desenvolver a região em pouco tempo. Através do projeto 'Bairros que Fazem' desenvolvido pelo Sebrae em parceria com a Associação dos Moradores do Altos do Igapó (Amai) eles descobriram suas carências comerciais e vislumbram a possibilidade de gerar emprego e renda. ''Ao contrário do que muitos pensam, aqui também vive famílias carentes. Durante a pesquisa encontramos pessoas que recebem apenas R$ 100,00 por mês enquanto outras chegam até R$ 10 mil'', disse o presidente da Amai, Ewerton Cangussu.
Segundo Sérgio Garcia Ozório, gerente regional do Sebrae/PR, a idéia é oferecer treinamento teórico e prático para os candidatos a futuros empreendedores e consultoria para os comerciantes já estabelecidos.
Fabio Adalberto Favaro proprietário de uma padaria em frente ao Residencial Quinta da Boa Vista está entusiasmado com o projeto que coincide com um desejo antigo. ''Quero diversificar os serviços e produtos e, com certeza, precisarei de mais funcionários'', disse o empresário que garante participação em todos os encontros que discutirem o assunto. A vizinha dele, Sueli Machado, é proprietária de uma frutaria e até ontem não conhecia o projeto. De acordo com ela, os clientes pedem o aumento do estabelecimento e até uma filial, mas falta espaço físico e capital para investir. ''É muito caro manter um ponto comercial nesta região e não é qualquer lugar que serve. Para garantir o movimento é fundamental uma área para estacionamento'', acrescentou.
Conforme a pesquisa realizada pela Amai, os principais serviços que faltam na região são supermercado, papelaria, agência de Correios e academia de ginástica. O economista aposentado José Augusto Cordeiro de Souza inclui ainda uma casa lotérica e uma loja de materiais de construção. ''Certa vez, pensei em instalar um lotérica aqui, mas a Caixa alegou que não era possível devido à proximidade com o Shopping Catuaí que já possui esse tipo de serviço. A dificuldade ocorre quando precisamos de um único produto e somos obrigados a dirigir para chegar até o Carrefour'', disse Sueli que trabalha no local há três anos.
O lançamento do projeto será hoje, às 20 horas, no salão da Paróquia São Vicente de Paulo.

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