Projeto leva energia a comunidades isoladas
Depois de dois anos de experiências na região de Irati, o projeto Tufão segue para Inácio Martins na última etapa de testes e certificações antes de começar a ser comercializado. Trata-se de uma proposta conjunta das organizações não-governamentais (ONG) Instituto Projeto Aurora, de Brasília, e Instituto Santos Dumont de Tecnologia e Desenho Industrial (Isaorg) que serve de alternativa de geração de energia para pequenas comunidades rurais com disponibilidade de ventos a partir de 4,5 metros por segundo.
Segundo o arquiteto Luiz Gonzaga Scortecci de Paula, autor do projeto, a energia gerada pelo Tufão (12 KVA) é capaz de abastecer entre seis e sete casas e uma pequena escola. ''Dados do IBGE mostram que 100 mil comunidades no Brasil e cerca de 30% das escolas rurais do país não têm energia elétrica. O nosso equipamento vem completo, com cabos para levar a energia ao local desejado e um banco de bateria que mantém o fornecimento por até três ou quatro dias sem vento'', explica.
O tufão tem seis braços solidários a um eixo vertical que transmite a força dos ventos para um periférico que pode ser um gerador de energia. Ao invés de hélices - como nos aerogeradores tradicionais - o dispositivo possui hastes com mecanismos em forma de cuia nas pontas.
De acordo com Scortecci, o tufão completo terá valor de R$ 26 mil, sendo que apenas o catavento sai por R$ 18 mil, isso considerando a produção por encomenda. Ele acredita que com a produção em série, o preço pode cair. ''O material é muito forte. Passou dois anos instalado, enfrentou ventos de 86 quilômetros por hora e não sofreu nenhuma avaria. A manutenção também pode ser feita em uma mecânica simples''. (M.R.M.)
Serviço:
Informações sobre o projeto Tufão nos sites:
www.isaor.org.br
www.katavento.com.br





