Da Redação
Modernizar a infra-estrutura de transporte para tornar o Paraná mais competitivo no Mercosul. Com este objetivo, o Governo do Estado conseguiu, em pouco mais de quatro anos, mudar o modelo de gestão nos setores rodoviário, portuário e ferroviário. No primeiro caso, o Anel de Integração se tornou um novo referencial de qualidade, oferecendo acesso rápido e facilitando a implantação de negócios em todas as regiões do Estado.
O sistema portuário recebeu investimentos privados em ampliação, modernização de sistemas e novos equipamentos. Atualmente, os portos paranaenses apresentam índices superiores a 70% na desestatização de serviços. Agora, o Paraná avança com o Projeto Ferroeste.
Depois de ter concedido a operação da ferrovia à iniciativa privada – a propriedade da estrada de ferro continua pública –, o próximo passo é consolidar a ligação continental pelos trilhos. No início do mês, o governador Jaime Lerner esteve na Alemanha para apresentar a investidores internacionais as potencialidades da fronteira paranaense.
Levou na bagagem um projeto estratégico: o Pólo Intermodal do Oeste, orçado em US$ 221 milhões, que vai consolidar o Estado como o grande integrador do sistema de transportes de mercadorias que transitam entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Do total exigido pelo investimento, US$ 176 milhões serão usados na extensão da Ferroeste.
O projeto de viabilidade técnico-econômica já está pronto. Ele prevê a construção da extensão da ferrovia entre Cascavel e Foz do Iguaçu, ampliando a influência da Ferroeste para além das fronteiras do Estado, alcançando as regiões produtoras do Paraguai e da Argentina, além do Mato Grosso do Sul.
Os estudos que deram início ao projeto da ferrovia, que atravessaria uma rica região exportadora de grãos e importadora de insumos agrícolas, ligando-a aos grandes centros consumidores, tinham como objetivo sanar um grave problema: a extensa área agrícola do Oeste do Estado, que tem Cascavel como sua capital regional, dependia, até 1996, única e exclusivamente do transporte rodoviário.
Situada a 250 quilômetros de Guarapuava – ponto extremo da linha ferroviária operada, na época, pela Rede Ferroviária Federal – a ferrovia não tinha condições de dar maior competitividade à oferta de transporte. Mais para o Oeste, nas barrancas do rio Paraná, a incipiente atividade hidroviária também não atendia a demanda. O resultado é que 35% da produção agrícola paranaense não tinha outra opção de transporte além do caminhão.
O projeto Ferroeste surgiu como solução alternativa para o mercado. Empresa de economia mista com controle acionário do Governo do Paraná, a Estrada de Ferro Paraná Oeste S/A recebeu concessão da União para construir e operar, numa primeira etapa, o trecho ferroviário entre Guarapuava e Cascavel, com a extensão de 250 quilômetros. E, numa outra fase, os ramais para Foz do Iguaçu e Guaíra (169 km).
Em dezembro de 96, o governo entregou a operação à Ferrovia Paraná S/A (Ferropar), continuando a desenvolver o projeto de ligação continental pelos trilhos.

mockup