Os acordos firmados pelo governo para baratear o turismo interno vão beneficiar, principalmente, quem deseja viajar por conta própria, sem pacote de agência. Esse turista, no caso, não tinha acesso a tantos descontos que já eram oferecidos em passagens aéreas e hotéis a quem compra um pacote de agência. A opinião é do presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav), Sérgio Nogueira.
O pacote que reduziu preços foi divulgado na semana retrasada, após um acordo entre o ministro da Indústria, Comércio e Turismo, Francisco Dornelles, e representantes de agências de viagens, companhias aéreas, hotéis, restaurantes e empresas administradoras de cartão de crédito. O projeto pretende reduzir tarifas para o turismo interno nas baixas estações, mas não proporcionará descontos tão elevados como os que já vêm sendo anunciados pelas agências.
O diretor de Vendas da CVC Turismo, Walter Patriani, garante que não há muito mais o que reduzir em suas tarifas, a não ser no caso dos roteiros individuais. Segundo ele, o que deverá ocorrer é uma certa proximidade entre os preços oferecidos para os pacotes e para as viagens individuais, embora as condições para os pacotes devam continuar mais vantajosas.
A expectativa de que companhias aéreas e hotéis também passem a oferecer bons descontos para o turista independente poderá obrigar as agências de turismo a conceder descontos ainda maiores para seus pacotes. Aí, sim, haverá, num segundo momento, uma redução geral dos preços cobrados por essas empresas, estimada em 10% pelo representante das operadoras de viagens, Aldo Leone.
Uma viagem de sete dias para Natal, por exemplo, comprada fora de pacote, não sai hoje por menos de R$ 1 mil, com direito a passagens e hotel três-estrelas, enquanto no pacote se pagaria R$ 580,00 pelo mesmo roteiro. Assim que as medidas do acordo entrarem em vigor, o preço da viagem fora de pacote cairá, em média, 35%, para cerca de R$ 650,00.
Para o presidente da Abav, o sucesso do projeto dependerá do próprio consumidor, que, a partir das condições que forem oferecidas, deverá buscar as melhores vantagens para a sua viagem.
A Credicard pretende reduzir os juros mensais de 4,5% para 3% nos financiamentos de viagens, aumentando o número de parcelas de 12 para 21.

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