Diagnosticar as práticas e o nível de inovação presentes na indústria paranaense é o objetivo da Bússola da Inovação, projeto lançado ontem pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). O diagnóstico será feito por meio de uma pesquisa que deve ser respondida pela internet (www.bussoladainovacao.org.br). O questionário pode ser preenchido por representantes de todas as indústrias do Estado, independentemente do ramo e de serem filiadas ou não à federação.
O acesso à pesquisa é feito por meio de login e senha definidos pela pessoa que responder. E a Fiep garante total sigilo das informações. ''Não vamos divulgar dados desta ou daquela empresa, mas um retrato geral da inovação no Paraná, por regiões e por setores da indústria'', explica o pesquisador dos Observatórios Sesi/Senai/IEL, Kleber Canuto.
Segundo ele, a entidade pretende coletar os dados por um período entre quatro e cinco meses e divulgar o ''retrato da inovação'' em até oito meses. ''Além de ajudar no diagnóstico, as empresas que preencherem o questionário terão uma espécie de consultoria gratuita'', diz o pesquisador. Isso porque, segundo Canuto, a Bússola da Inovação contém uma ''base consolidada de informações'' a respeito do tema. ''Muitas vezes, o conhecimento que o empresário tem sobre inovação é aquilo que ele ouviu de outras pessoas, são falas soltas'', acredita.
Assim que terminar de responder a pesquisa, a indústria receberá automaticamente um ''diagnóstico personalizado'' sobre suas práticas de inovação de acordo com as 10 dimensões que são abordadas (ver quadro). Depois que as informações de todas as empresas forem consolidadas, segundo Canuto, o ''retrato da inovação'' servirá de base para a implementação de políticas públicas e privadas nesta área. ''O que se faz hoje é com base no achômetro. A partir da pesquisa, teremos as informações necessárias para que sejam oferecidos produtos específicos para as indústrias no campo da inovação'', ressalta.
Samir Adamoglu de Oliveira, também pesquisador dos Observatórios Sesi/Senai/IEL, diz que a Fiep trabalha com uma base de dados de 30 mil indústrias no Estado. ''Nossa intenção é atingir o maior número possível delas'', afirma. Segundo ele, o questionário é extenso e pode levar até 40 minutos para ser preenchido. ''Mas não é preciso responder tudo de uma única vez. Se precisar parar uma ou mais vezes, não tem problema, É só se deslogar do site e voltar depois retomando o questionário do ponto onde parou'', salienta.
Gilmar Machado, presidente do Sindicato da Indústria de Softwares do Paraná (Sinfor), entidade com sede em Londrina, está empenhado em fazer com que as empresas do setor preencham o questionário. Junto com representantes do Arranjo Produtivo Local (APL) de Tecnologia da Informação (TI), ele assistiu a uma apresentação do projeto feita por Canuto.
Segundo o presidente do Sinfor, o nível de inovação das indústrias de softwares locais é ''fantástico''. ''Falta divulgar'', afirma. O resultado da pesquisa, na opinião de Machado, vai colaborar neste sentido, já que permitirá a comparação do segmento com as demais indústrias do Estado.

Imagem ilustrativa da imagem Projeto fará diagnóstico da inovação na indústria
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