As empresas e os projetos da Incubadora Internacional de Tecnologia da Universidade Estadual de Londrina (Intuel) poderão receber investimentos de uma Companhia da Inglaterra. Ontem, o consultor Rory O'Connor, da Hansteen Holdings PCL, com sede em Londres, visitou a incubadora para conhecer os projetos em andamento na cidade. O objetivo é elencar alguns deles e apresentá-los à direção da Companhia.
''Temos muito capital para ser investido e procuramos por idéias interessantes e viáveis. O Brasil tem muito potencial'', afirmou O'Connor. Segundo ele, não há limite de capital para ser aplicado e nem uma área específica. ''Atuamos em diversos segmentos: de compra de terras à tecnologia. Nosso único limite é o volume mínimo de investimento que varia de R$ 500 mil a R$ 2 milhões por empresa'', completou.
O'Connor frisou que outras cidades do País foram visitadas e se destacaram com bons projetos. O consultor não adiantou nada sobre Londrina, mas garantiu que algumas idéias daqui serão analisadas com atenção e que pretende voltar em breve para fechar negócio.
Um dos projetos em destaque foi o da empresa Jaguar Aeroespacial, que entre outros produtos desenvolveu um computador de bordo para foguetes experimentais. ''A gente tem tentado entrar na Europa há algum tempo e esse investidor poderá ser o canal perfeito'', observou o proprietário da empresa, Marcelo Tosin.
O Banco de Projetos para o Desenvolvimento do Norte do Paraná (Banpro), criado há um ano, foi o órgão que intermediou a vinda do representante britânico. Segundo o presidente da entidade, Klaus Nixdorf, a Intuel tem pontencial para receber investimentos estrangeiros. ''Descobrimos que o consultor estava no Brasil à procura de boas idéias e conseguimos convencê-lo a visitar Londrina'', pontuou.
Conforme Nixdorf, o objetivo do Banpro é ser o elo entre o investidor e os empreendedores. Dados da entidade dão conta que perto de 8% de todo capital existente no mundo está parado por falta de bons projetos. ''Queremos que parte desse dinheiro venha a ser aplicado em projetos brasileiros'', destacou.
Para a diretora presidente da Intuel, Cleusa Rocha Asanome, a expectativa em relação a esse investimento estrangeiro é muito grande, já que a iniciativa poderá atrair outros aplicadores para a incubadora. ''Eles entram com capital e gestão, deixando a empresa mais profissional'', pontuou. A Intuel existe há 11 anos e recebe apoio da UEL e do Estado. Atualmente existem sete empresas incubadas e 11 projetos (pré-empresas).

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