Projeto credencia empresas a exportar
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segunda-feira, 03 de março de 1997
Cláudia Lopes 
Josoé de CarvalhoCompromissoRepresentantes das empresas assinam termo para o Rumo a ISO-9000: vantagens futurasLondrina deve tornar-se um pólo exportador de software em poucos anos. Até o final deste ano, o núcleo Softex 2000 espera que pelo menos uma de suas 50 empresas filiadas passe a exportar seus produtos frequentemente. O primeiro passo para esse avanço é o preparo, e foi pensando nisso que 11 dessas empresas - de Londrina, Maringá e Arapongas - assinaram ontem um termo de compromisso para participar do Rumo a ISO 9000.
O projeto objetiva preparar as empresas para a aquisição do certificado de normas internacionais de qualidade, num prazo de 12 meses. Com a certificação em mãos, as empresas estarão aptas à atuação no mercado de outros países.
A certificação é um importante diferencial de mercado, segundo Mário Cabreira, diretor técnico da Qualysul Consultoria e Treinamento Ltda. A Qualysul e a Pólo de Software, de Curitiba, é que vão prestar consultoria às 11 empresas da região. Cabreira diz que o setor de software brasileiro ainda não foi desperto para a certificação. As empresas de software não representam nem 10% no quadro de empresas certificadas no País, diz.
O Rumo a ISO 9000 foi implantado em Curitiba há dois anos, conseguindo certificar cinco das nove empresas participantes. Em Londrina, o projeto também contará com o apoio da Associação do Desenvolvimento Tecnológico de Londrina (Adetec) e Programa Softex, Sebrae-Pr, Citpar (Centro de Integração de Tecnologia do Paraná), Cits (Centro Internacional de Tecnologia de Software), de Curitiba, e CNPq.
Tadeu Felismino, coordenador da Adetec, diz que os custos do projeto serão de R$ 91.382,30, rateados entre empresas e entidades envolvidas. Vamos contar com R$ 15,400 do programa PATME, disponibilizados em forma de bolsas de estudos, com R$ 12 mil do governo alemão, através de um programa de cooperação entre Brasil e Alemanha e com R$ 18.800 do CNPq/Programa Softex. Exactus, Jabur, Comsystem, OM&S, Datas, Critérius, Cordon, Process, Lida do Campo, Múltipla e Softcenter vão participar do projeto.
Carlos Claret Paes, sócio-diretor da OM&S e representante das empresas do núcleo Softex, diz que a iniciativa destas 11 empresas vai além da busca de sobrevivência no mercado. Juntos, vamos fortalecer a produção regional. Ele acredita que a certificação no setor de serviços tem vantagens sobre a certificação de um determinado produto porque capacita e certifica pessoas. Isso gera mudanças na visão empresarial, completa. Para Tadeu Felismino, o projeto é o carro-chefe de uma série de ações para consolidar o Norte do Paraná como um centro de excelência em software.


