O projeto de cooperativismo do senador Osmar Dias (PSDB-PR) tem a preferência das lideranças cooperativas. Ontem, foi realizada uma audiência pública na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, para debater os projetos que tratam da atividade das cooperativas brasileiras. Para Dejandir Dalpasquale, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), o projeto de Osmar Dias é o que mais atende às necessidades, num momento que o setor está sendo pressionado pelo capitalismo selevagem, a redução dos postos de trabalho e a abertura de mercado.
O projeto contempla pontos que agradam as lideranças. Entre eles, as cotas-partes do capital dos associados passam a ser impenhoráveis. A área de admissão ou de ação é suprimida. A admissão de pessoas físicas pelas cooperativas centrais ou federações só será admitida se não puderem ser atendidas pelas próprias cooperativas singulares. O projeto acrescenta o ítem prejuízos aos estatudos, que atualmente só prevê sobras e perdas.
Outro ponto do projeto destacado pelas lideranças é aquele que acaba com a interferência do governo nas cooperativas. Ele dá toda autonomia às deliberações em assembléias, instrumento que se fortalece e exige a participação do associado. No projeto do senador, os estatutos das cooperativas deverão ser enviados à organização Estadual de Cooperativas, que vai avaliar o documento conforme a compatibilidade com a legislação ou fixará as exigências necessárias para se enquadrar na legislação.

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