Projeto competitividade rural terá US$ 240 milhões
O Brasil terá US$ 240 milhões nos próximos quatro anos para investir num projeto de competitividade dos produtos animais e vegetais com o objetivo de ampliar as exportações do setor agropecuário dos atuais US$ 18,8 bilhões por ano para US$ 45 bilhões em 2002. O projeto será financiado pelo Banco Mundial, com contrapartida de 50% do governo brasileiro. Pela primeira vez, os próprios produtores rurais é que traçarão a política desejada, identificando os problemas de cada setor e sugerindo medidas para a solução.
Ao anunciar ontem o projeto, o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Ênio Marques, e o chefe da missão do Banco Mundial que veio ao Brasil negociar o empréstimo, Luiz Coirolo, destacaram a importância do acordo para que o País possa acabar com as doenças de animais e plantas e vencer as barreiras que impedem o aumento das exportações, como no caso das carnes, por exemplo.
As barreiras que os países vão enfrentar no futuro são sanitárias, e o objetivo básico do projeto é eliminá-las para ampliar as exportações, afirmou Coirolo.
Ele destacou o êxito do projeto anterior financiado pelo Banco Mundial, de erradicação da febre aftosa nos estados da Região Sul, que recentemente receberam o reconhecimento da Organização Internacional de Epizootias (OIE) como áreas livres de aftosa com vacinação. O Brasil tem o maior rebanho bovino do mundo e é o terceiro maior produtor de suínos e aves, onde o potencial de aumento das exportações é enorme, disse Coirolo.
O representante do Banco Mundial lembrou que o projeto atual foi aprovado informalmente num período rápido, de apenas quatro meses, fato que se deveu ao sucesso do programa anterior, segundo Coirolo. A aprovação oficial do empréstimo deverá ocorrer entre os dias 27 e 30 de julho, quando o ministro da Agricultura, Francisco Turra, deverá assinar em Washington uma ata com todos os compromissos do projeto de um plano diretor das reformas das políticas sanitárias e fitossanitárias no País.
Marques explicou que será liberada uma parcela inicial de US$ 120 milhões, dos quais US$ 108 milhões serão para apoio direto ao programa de sanidade animal e vegetal.





