Projeto avalia produção de software
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segunda-feira, 20 de maio de 2002
Maigue Gueths Equipe da Folha 
CuritibaO Massachusetts Institute of Technology (MIT), o maior instituto de tecnologia do mundo, está coordenando uma pesquisa junto às indústrias de software do Brasil, China e Índia para definir a atuação de cada país na área, avaliar suas dificuldades, inovações tecnológicas e impactos no mercado mundial. O objetivo é determinar novos mecanismos de financimentos, principalmente para as pequenas e médias empresas, além de avaliar como os governos poderão melhor contribuir para o desenvolvimento das indústrias em seus países.
A indústria de software e outras correlatas são consideradas como críticas para o desenvolvimento econômico global, disse a pesquisadora do MIT, Alice Amsden. O projeto Explorando a Economia do Conhecimento no Brasil, China e Índia: a trajetória de três indústrias de software, já realizou a pesquisa na Índia e está em andamento na China. No Brasil, foi lançado oficialmente ontem em Curitiba e São Paulo, os dois maiores pólos de produção de software no País.
O lançamento contou com a participação de representantes das empresas organizadoras - MIT e Asia Development Bank Institute (ADBI) -, e de entidades parceiras como o Programa Paraná Classe Mundial em Tecnologia da Informação e Comunicação (W-Class), iniciativas de apoio às indústrias paranaenses. No Brasil, sabemos que as pequenas e médias indústrias enfrentam dificuldades de acesso ao capital e necessitam de linhas de financiamento mais adequadas. Também têm problemas para treinamento gerencial, diz o coordenador do projeto no Brasil, Giancarlo Stefanuto, da Sociedade Softex.
Já as grandes empresas precisam que o governo contribua com ações de incentivo fiscal e divulgação externa dos resultados dos softwares brasileiros. O Brasil comercializa anualmente R$ 5,6 bilhões no mercado externo e interno na área de software, gerando cerca de 200 mil empregos. O Paraná é o segundo pólo de produção de softwares do País, só perdendo para São Paulo. Ele calcula que o Estado participe com 15% do mercado.


