Aumentar o número de empresas brasileiras exportadoras. Foi com este objetivo que em 2008 a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) criou o Projeto Extensão Industrial Exportadora (Peiex), que começou a atender a partir de 2009. Atualmente, no Brasil existem 33 núcleos distribuídos em 12 Estados, sendo que três estão no Paraná, instalados em Londrina, Curitiba e Maringá.
De acordo com o coordenador nacional do Peiex, Leonardo Deppe, o País tem 23 mil empresas exportadoras, sendo que 98% são pequenas e médias e 2% são grandes. ''No entanto, estes 2% são responsáveis por 98% do valor exportado.
Em âmbito nacional, há aproximadamente 9 mil empresas em atendimento ou que foram qualificadas pelo projeto e 10% delas já exportam ou tomaram caminhos em ações exportadoras - como participar de missões, rodadas de negócios no exterior ou eventos em outros países. Do total de empreendimentos assistidos pelo Peiex, 1,8 mil são do Paraná, o que corresponde a aproximadamente 600 por núcleo. A exemplo do País, o percentual de empreas paranaenses que estão buscando espaço no comércio exterior fica em torno de 10%.
A assistência do Peiex consiste, primeiramente, em uma visita para apresentação do Projeto; se o empresário aceitar, é feito um diagnóstico de todas as áreas funcionais da empresa e ali surgem as ameaças (que devem ser eliminadas) e as oportunidades (que têm de ser potencializadas).
''A nossa primeira preocupação é melhorar a condição da empresa, oferecendo treinamento técnico e gerencial'', complementa o monitor do núcleo de Londrina, Diego Shiinoki. Segundo ele, algumas empresas reagem positivamente já no primeiro ano, outras porém, só a partir do segundo'', diz.
O coordenador da unidade local, Paulo Bombassaro, avalia que o mercado exportador das empresas de Londrina e Maringá é diferente do de Curitiba. ''Existem desafios para nós que não há para a capital, que além de dispor do porto, é mais próxima de outros centros. Mas isso não impede que as empresas do interior exportem seus produtos'', afirma.
Para ele, o município está desenvolvendo grande potencial exportador, creditado, inclusive, aos arranjos produtivos locais (APLs), ''mas ainda tem muito caminho pela frente''. ''O cenário de Maringá é praticamente o mesmo de Londrina'', completa, por sua vez, o coordenador do núcleo daquela cidade, Nivaldo Forastieri. (A.V.)

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