Projeções indicam Natal pouco aquecido
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segunda-feira, 25 de novembro de 1996
Agência Estado 
SÃO PAULO - O Natal deste ano não será o melhor dos últimos anos. Pelas projeções da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fcesp), as vendas devem crescer 12% sobre o Natal de 1995 e ficar 5% abaixo do final do ano de 1994. O consumidor antecipou compras ao longo do ano e já comprometeu parte do 13º salário. A parte que não está comprometida pode ser utilizada para pagar dívidas, como também é comum em dezembro.
A distribuição das compras ao longo do ano - proporcionada pela ampla oferta de crédito, inclusive com prazos longos - e a redução sazonal das vendas nos meses anteriores ao Natal são a explicação do diretor executivo do Banco Pontual/Martinelli, Paulo Isola, para a retração nas vendas na primeira quinzena deste mês. As vendas sempre caem em outubro, a diferença é que este ano elas caíram um pouco mais tarde. Ele afirma, no entanto, que essa desaceleração é apenas uma retomada de fôlego para as vendas de Natal. Isola admite que as metas do comércio foram revistas, mas acredita num final de ano melhor do que em 95. Dezembro será melhor do que no ano passado.
Ricardo Gurman, analista do Banco Patrimônio, lembra que a linha branca está com crescimento de 30% sobre 1995. Já foram vendidos, em 1996, 2,880 milhões de geladeiras, 3,184 milhões de fogões, 478 mil freezers, 947 mil lavadoras, entre outros itens. São volumes altos e vendas que foram impulsionadas pelo alongamento dos prazos.
Dados da Federação mostram 94 teve o melhor Natal da década e um dos melhores da história.


