Inflação em 2001: A manutenção da taxa de juro no nível atual de 19% ao ano aponta para uma inflação em 2001 acima do limite superior da meta, que é de 6%.
Inflação em 2002: Projeta-se um índice pouco acima do valor central da meta de 3,5%. A Ata anterior projetava inflação abaixo de 3,5% em 2002. O aumento da inflação deve-se às trajetórias de câmbio e dos preços de energia e derivados de petróleo.
Reajustes de energia: A projeção para o reajuste das tarifas de energia elétrica em 2001 foi mantida em 20%. Para 2002, o reajuste esperado é também de 20%, entre aumentos para consumidores residenciais e não residenciais.
Crise nos Estados Unidos: É possível que as dúvidas sobre a situação da economia mundial abalem a confiança dos consumidores, aumentem a volatilidade dos mercados de ativos financeiros e do preço do petróleo, além de reduzir os fluxos de capitais. O nível de atividade da economia mundial deve retrair-se, limitando o fluxo de comércio internacional.
Desaquecimento econômico: O Copom entende que a redução da atividade econômica pode ser explicada pela piora do cenário externo, pelos reflexos das expectativas da crise energética e pela postura restritiva adotada pela política monetária. A expectativa dos diretores do BC é que o PIB venha a crescer moderadamente, no ano.
Déficit em transações correntes: O aumento do saldo da balança comercial em virtude da retração da demanda e da depreciação do real, assim como a retomada do crescimento da economia mundial na segunda metade do ano que vem, deverão aprofundar a redução do déficit em transações correntes e melhorar a qualidade de seu financiamento.
Câmbio: O Copom considera, ainda, que apesar da pressão de baixa sobre a inflação, decorrente da queda do nível de atividade, a taxa de câmbio continua pressionada.

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