O polo boneleiro de Apucarana reúne cerca de 560 empresas, entre bordadeiras, confecções e facções. Apenas indústrias são 150 formalizadas e a produção mensal chega a quatro milhões de peças, mais da metade do que é produzido em todo o País, segundo dados do Arranjo Produtivo Local (APL) de Bonés. O início desta história remonta a 1974, quando as primeiras empresas começaram a surgir.
Mesmo com o alto nível de qualificação, o setor precisa lidar com alto nível de informalidade e a concorrência de produtos estrangeiros, especialmente chineses. A confecção dos bonés Olímpicos por uma empresa local traz benefícios para o setor como um todo, acredita o presidente do APL, Jaime Leonel. "O licenciamento de uma empresa apucaranense para produzir os bonés das Olimpíadas ajuda a divulgar a cidade, já que leva o nome na etiqueta. Apucarana é conhecida no Brasil inteiro como polo de bonés", diz.
Em meio à crise econômica do País, Leonel vê um aspecto positivo para os bonés apucaranenses. "Com o câmbio alto, imagino que vai começar a melhorar para a gente", estima. Para Davi de Souza, da Boneleska, as fábricas que trabalham legalmente são muito prejudicadas pelos informais, no entanto, um licenciamento grande como o Olímpico dá segurança à empresa. "O custo para administrar uma empresa é alto, tem a questão do bem-estar do funcionário, e nosso concorrente não está nem aí para isso", lamenta. (C.F.)

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