O FMI (Fundo Monetário Internacional) reduziu ontem sua previsão de crescimento para o Brasil, Argentina e para a América Latina, dizendo que a economia regional foi afetada pelas turbulências da Argentina. O Brasil, que sofreu com o contágio argentino, incerteza política e crise energética, crescerá 2,2% este ano, 2,3 pontos percentuais a menos que na previsão anterior do Fundo feita em abril (de 4,5%). A previsão para o Brasil é a mesma já feita pelo ministro da Fazenda, Pedro Malan.
Com a confiança do consumidor já bastante frágil, os ataques aos Estados Unidos de 11 de setembro contribuíram para piorar as perspectivas para a região, disse o FMI em sua avaliação da economia global, que é divulgado duas vezes ao ano.
Segundo o Fundo, o crescimento econômico da América Latina desacelerará para 1,7% este ano, de 4,2% em 2000, dois pontos percentuais a menos do que fora sugerido nas projeções anteriores feitas pela entidade em abril deste ano.
Já em 2002, o Fundo prevê que o crescimento regional ficará em 3,6%. Apesar disso, o FMI elogiou os passos dados pelo Brasil no sentido de apertar as políticas fiscal e monetária, incluindo maiores metas de superávit primário, que foram apoiadas por um empréstimo de US$ 15 bilhões ao País.
As previsões mais sombrias, no entanto, ficaram com a economia argentina, que deve cair 1,4% este ano, de acordo com o FMI, que reduziu sua estimativa em 3,4 pontos percentuais em relação às projeções feitas em abril.
Analistas da agência de classificação de risco Fitch, reunidos ontem numa teleconferência sobre a economia global, disseram que caso a desaceleração da economia norte-americana se prolongue por muito tempo, atingindo o segundo semestre do próximo ano, o impacto negativo nos países emergentes poderá ser extremamente severo.

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