É altamente provável a manutenção da tendência de queda da inflação nos próximos 12 meses. Na opinião do economista-chefe do Lloyds Bank, Odair Abate, a continuidade do processo de abertura da economia, o ganho cada vez maior de competitividade da indústria nacional, os bons resultados das safras agrícolas e a expectativa de que não ocorram aumentos das tarifas públicas por um bom tempo devem contribuir para manter a inflação em trajetória de queda. Para ele, a perda de fôlego da cultura inflacionária, por conta da forte redução do processo de indexação, deu consistência ao processo de estabilidade da moeda.
O professor de Economia da Unicamp Luiz Gonzaga Belluzzo concorda com a perspectiva de queda da inflação durante esse quarto ano do Plano, principalmente em decorrência da equiparação entre os preços de serviços e aqueles sob forte concorrência internacional.
De acordo com os economistas, o único risco, pouco provável, de uma aceleração inflacionária daqui para frente está vinculado à alteração da política cambial.

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