Projeção de inflação sobe para 5,32%
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segunda-feira, 15 de abril de 2002
Agência Estado 
Brasília - As instituições financeiras e empresas de consultoria ouvidas na pesquisa semanal feita pelo Banco Central (BC) revisaram mais uma vez para cima suas projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano.
Às vésperas de mais uma reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que decidirá a taxa de juros básica da economia nos próximos 30 dias, a pesquisa aponta que a inflação passará de 5,26% para 5,32%. O novo valor está ainda mais próximo do teto de 5,5% da meta de inflação aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para o ano corrente e bem distante dos 4,5% de meta definida pelo Copom em sua penúltima reunião.
O diretor de Política Econômica do BC, Ilan Goldfajn, já havia sinalizado ao fim de março que o Copom poderia mudar a meta se achasse necessário. Por enquanto não mudamos nada. Mas podemos estudar isso, disse.
As expectativas quanto ao comportamento dos preços em 2003 continuaram estáveis na pesquisa divulgada ontem pelo BC em seu site na Internet (www.bcb.gov.br). As projeções, neste caso, continuaram centradas no porcentual de 4% para o IPCA do próximo ano. O porcentual, entretanto, já é maior que o centro da meta de 3,25% fixada para o ano que vem.
As instituições ouvidas pelo BC aumentaram, ao mesmo tempo, suas projeções para o IPCA de abril e maio de 0,60% para 0,70% e de 0,34% para 0,35%, respectivamente. As elevações refletem, no caso, o temor dos agentes financeiros com os impactos dos aumentos da gasolina sobre a inflação.
A pesquisa do BC também revelou uma expectativa mais conservadora do mercado em relação a trajetória da taxa de juros doméstica até o fim de 2003. A média das previsões para a taxa Selic ao fim do próximo ano saltou no levamento divulgado ontem de 14,25% para 14,40%. As apostas para este ano, entretanto, continuaram nos mesmos 16,50% da pesquisa anterior.
As previsões para a taxa de câmbio ao fim deste ano permaneceram estáveis em R$ 2,50. As projeções de superávit da balança comercial neste ano recuaram de US$ 4,3 bilhões para US$ 4,25 bilhões.


