As leis municipais que foram criadas para proibir o uso do herbicida 2,4D foram criticadas por dois técnicos ouvidos pela Folha. Na opinião deles, os vereadores, em sua grande maioria, não têm conhecimento para legislar sobre o assunto.
‘‘Não é apropriado ficar fazendo leis para barrar o uso de um produto que já foi amplamente estudado’’, diz o engenheiro agrônomo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária de Londrina, Dionisio Gazziero. Ele acha que os órgãos competentes, como o Ministério da Agricultura e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), já pesquisaram bem o 2,4D, e se ele fosse nocivo, a sua comercialização no País teria sido barrada.
O professor de agronomia da Universidade Estadual de Londrina, Carlos Vieira de Almeida, esteve recentemente na Câmara Municipal de Londrina para dar uma palestra sobre o uso do 2,4D. Ele afirma que ‘‘uma pessoa não pode ser proibida de usar uma tecnologia porque o vizinho usou mal o produto’’.
A lei, que já foi criada em diversos municípios paranaenses, não faz sentido para Almeida. ‘‘É a mesma coisa que proibir uma montadora de vender carro, só porque um motorista foi imprudente e causou um acidente.’’ (R.F.)

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