Brasília - Do total de recursos anunciados ontem, R$ 5,4 bilhões serão destinados a programas ligados à agricultura familiar, uma das prioridades da atual gestão. Esse montante ficará sob comando do ministério do Desenvolvimento Agrário. O presidente Lula disse ainda que o Plano Agrícola e Pecuário da Agricultura familiar será anunciado dentro de 20 dias.
Os programas coordenados pelo Ministério da Agricultura somarão R$ 27,15 bilhões, o que representa de 25,3% a mais em relação ao ano-safra anterior. A maior parte desse montante (82%) será liberado para os agricultores a juros fixos. Esses recursos serão aplicados a taxas de juros fixas e pré-definidas pelo governo.
Para custeio e comercialização, serão liberados R$ 16,4 bilhões, 16,6% acima da safra anterior, também com juro fixo. Outros R$ 5 bilhões poderão ser aplicados a taxas livres pelos bancos. Os recursos da Caderneta de Poupança Rural terão um papel ainda mais importante para o financiamento da produção agropecuária.
A prioridade do governo será estimular a competitividade da agropecuária no longo prazo. Por isso, o Ministério da Agricultura decidiu dar prioridade aos recursos para investimento e modernização do capital produtivo no campo. Serão destinados R$ 5,75 bilhões - 24% a mais que o total de 2002/03 - aos programas de investimento com recursos do BNDES, dos Fundos Constitucionais (Norte, Nordeste e Centro-Oeste) e do Proger Rural.
Na clara intenção de estimular a produção de alimentos básicos, o governo reavaliou os limites de crédito para custeio e do Empréstimo do Governo Federal (EGF). A idéia do governo é suprir a demanda produzida por novos programas sociais, como o Fome Zero, e recompor estoques públicos. Para arroz e feijão irrigados, por exemplo, os produtores poderão contratar nos bancos R$ 400 mil, ante R$ 300 mil na safra 2002/03. Para a pecuária de leite, o limite aumentou 50%, de R$ 60 mil para R$ 90 mil por produtor.

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