Curitiba - Os programas do Departamento de Energia do governo dos Estados Unidos em parceria com a iniciativa privada para produção da segunda geração de biocombustíveis, em 2007, envolvem recursos da ordem de US$ 200 milhões. De acordo com o gerente do Programa de Biomassa, Eficiência Energética e Energia Renovável, Jacques Beaudry-Losique, cerca de 90% desse montante é destinado ao desenvolvimento do etanol celulósico: metade para pesquisa e o restante para a implantação de plantas-piloto de produção.
O secretário-adjunto de Eficiência Energética e Energia Renovável do Departamento de Energia norte-americano, John Mizroch, disse que o governo está trabalhando em várias frentes para cumprir a meta de reduzir em 20% o consumo de combustíveis fósseis no País. Além da expansão dos biocombustíveis, há preocupação, por exemplo, com o desenvolvimento de motores híbridos e baterias mais eficientes. ''É um desafio muito grande atingir essa meta. O percentual de redução é significativo, já que os Estados Unidos têm um terço da frota de veículos do mundo'', ponderou Mizroch.
Segundo Mizroch, o consumo anual dos Estados Unidos é de 140 bilhões de galões de gasolina e 45 bilhões de diesel. Com a projeção de atingir uma produção anual de 35 bilhões de galões de etanol, em 10 anos, a participação desse combustível na matriz energética norte-americana poderá atingir os 30%, apontou o secretário. Ele reconhece, no entanto, que a expansão do mercado de biocombustíveis implica em outros esforços, como a criação de novas estruturas de transporte e distribuição. Dos 185 mil postos de combustível dos Estados Unidos, apenas 1 mil comercializam etanol.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, também, está envolvido nas pesquisas com fontes alternativas de matéria-prima para produção de etanol. ''Há, inclusive, estudos em conjunto com técnicos da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa) em um laboratório de Félix para o uso do sorgo doce -tipo de cultura que se adapta melhor em clima seco, onde não é recomendável o cultivo de cana-de-açúcar'', relatou o subsecretário de Pesquisas Educacionais e Econômicas do Departamento de Agricultura, Gale Buchanan. ''Queremos aumentar o número de intercâmbios entre professores e universitários (brasileiros e norte-americanos) que têm experiência substantiva nessa área'', acrescentou.
O orçamento total do governo norte-americano para a área de segurança e eficiência energética no ano fiscal 2007-2008 soma US$ 1,5 bilhão, considerando outras frentes de pesquisa como melhor aproveitamento de energia solar, geotérmica, novas tecnologias e padrões para equipamentos residenciais, comerciais e industriais, que tenham consumo menor de energia.

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