Programador representava ameaça para contadores
O primeiro programador que se tem notícia em Londrina foi Claudio Pesarini Gameiro. Ele destaca que trabalhava com o sistema eletromecânico, com cartões perfurados, onde aconteciam os lançamentos contábeis, uma espécie de contracheque das empresas. Trabalhando num escritório em Londrina, o programador lembra que foi uma época difícil, já que as empresas desconfiavam do novo sistema de contabilidade. ''Os primeiros clientes que procurávamos, não queriam saber desta história de computador. Foi o primeiro sistema contábil em Londrina todo informatizado. Eles (contadores) achavam que a informática ia tomar o lugar deles'', conta rindo.
Pesarini lembra que todos os equipamentos eram comprados de segunda mão, vindos de empresas multinacionais sediadas em São Paulo. O segundo presidente do Sindicato dos Contabilistas, Idelfonso Silva de Oliveira, destaca que a década de 70 foi a aprimoração da tecnologia no tocante à informatização contábil. Oliveira foi presidente da entidade no triênio 1978 e 1981. O ex-líder contabilista ressalta que a evolução não parou mais. ''A contabilidade bem feita e rápida, garante à empresa tomar decisões comerciais ágeis'', explica definindo o objetivo final da atividade.
Idelfonso, com 50 anos de profissão, lembra que o atual sistema está todo informatizado. Segundo ele, a nota fiscal eletrônica, além de dar baixa no estoque e fazer toda contabilidade interna, também está interligada ao Sistema Público de Escrituração Digital (Sped). O livro Razão e o livro Fiscal digitalizados chegam online às administrações tributárias municipais, estaduais e federal. ''É a interação entre os procedimentos contábeis, os procedimentos fiscais e o procedimento de documentação. Tudo isso traz mais velocidade e aperfeiçoamento à contabilidade'', resume (E.P.F.).





