A busca de eficiência e competitividade para sobreviver à globalização da economia. Com este objetivo foi iniciado ontem em Londrina o Programa de Qualidade Total no Setor Agrícola. O programa foi desenvolvido pelo Sebrae-PR, e será aplicado em parceria com o Senar-PR, Sindicato Rural de Londrina e Sociedade Rural do Paraná. Segundo o gerente regional Sebrae-PR, Heverson Feliciano, reunião de ontem foi a primeira do gênero que se realizou no Brasil. Disse que a reunião de ontem era de ‘‘sensibilização’’, para atrair os interessados em implantar uma política de Qualidade Total na propriedade. O modelo aplicado no programa é o mesmo adotado pelas empresas urbanas. ‘‘Os conceitos de qualidade total foram adaptados pelo Senar-PR à realidade do setor rural’’, disse.
Programa Segundo o supervisor regional do Senar-PR, Edson Luiz Limper, o programa será desenvolvido durante oito meses e será dividido em três blocos. No primeiro, serão aplicados os conceitos e fundamentos da qualidade total. Em seguida, os participantes receberão informações sobre o 5S (filosofia japonesa de organização), através do programa ‘‘De Olho na Qualidade’’. O terceiro bloco abordará a análise de gestão, quando os produtores partem para estudo da propriedade e da atividade nela desenvolvida. ‘‘Neste ponto, pode acontecer de o produtor chegar a conclusão de que precisa mudar de atividade ou mesmo aplicar outra tecnologia’’, comenta.
A instrutora do Senar-PR, Gisele Turquino, afirma que o produtor rural que aderir ao programa deve estar envolvido no processo. ‘‘Mais que um processo, a qualidade total é uma filosofia, e para dar certo o produto precisa estar à frente’’, afirmou a engenheira agrônoma. O instrutor do Senar, Plínio Neves Angieuski, observou o conceito é aplicado em todas as etapas do processo produtivo da propriedade, desde o preparo da terra até a comercialização da produção.
Angieuski disse que através do programa, o produtor pode otimizar a produção, administrando a utilização do tempo empregado na atividade, da mão-de-obra e insumos. ‘‘Hoje a agricultura passa por uma crise, com falta de recursos, e para sobreviver na atividade é necessário buscar qualidade, baixar custos e conseguir aumentar sua margem de lucro’’, comentou.
Os participantes do programa serão divididos em grupos de 18 pessoas, que serão organizados de acordo com a distância entre as propriedades e tipo de atividade desenvolvida.
Segundo o presidente do Sindicato Rural de Londrina, Edison Mazei Ponti, os produtores que não participaram da reunião de ontem e estiverem interessados em fazer parte do programa podem entrar em contato com o sindicato. Não será cobrado taxas para o curso. Ponti afirma que o programa faz parte da Mobilização Sindical, que já promoveu 56 cursos, de 100 programados para este ano. ‘‘Queremos com este curso proporcionar ao produtor a oportunidade de buscar excelência na atividade e ter condições para competir no mercado internacional’’, afirmou.Paulo WolfgangPela qualidadeParticipantes da reunião de ‘sensibilização’ ontem no Sindicato Rural de LondrinaGuto Rocha

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