O ministro da Agricultura Pratini de Moraes anunciou ontem que até o início de julho o governo brasileiro, com o apoio do setor privado e da Agência de Promoção de Exportações (Apex), vai lançar um programa na Europa para estimular as exportações de carnes brasileiras.
Segundo ele, entre as medidas do programa está prevista a vinda ao Brasil de 100 formadores de opinião europeus para conhecer a produção brasileira de carne.
Pratini informou que de janeiro a maio o Brasil já exportou US$ 1,1 bilhão em carnes. Segundo ele, houve um aumento de 60% nas exportações de frango, 160% nas de carne suína, 80% nas de peru, 20% na bovina e 40% na de pescado, no período de janeiro a maio. ‘‘Isso indica que a nossa estimativa de chegar ao final do ano com exportações de carnes US$ 2,5 bilhões vai se materializar.’’
O ministro lembrou que as exportações de carnes para a Rússia, Arábia Saudita e Reino Unido, que haviam sido interrompidas no dia 10 de maio passado em função da aftosa no Rio Grande do Sul, já foram normalizadas. Estão proibidas apenas as exportações de carne gaúcha, mas a expectativa do ministro é de que a situação logo seja normalizada.
Ele lembrou que uma equipe de veterinários da União Européia se encontra no Rio Grande do Sul para fazer uma auditoria - no decorrer desta semana - nas medidas sanitárias adotadas pelo governo estadual e federal para erradicar a febre aftosa. Como a primeira etapa da campanha de vacinação no estado (incluindo a primeira doses de vacina e um reforço) já está concluída, o ministro acredita que as exportações gaúchas de carne para a UE poderão ser retomadas brevemente.
A UE suspendeu as importações de carne no Rio Grande do Sul no dia 10 de maio passado e informou que as importações seriam retomadas 30 dias após a conclusão da primeira etapa da campanha de vacinação contra a doença.

mockup