Programa trabalha competitividade de empresas locais do setor têxtil
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segunda-feira, 14 de março de 2005
Da Redação 
Concretizar Londrina e região como um pólo de produção e comercialização têxtil é um dos objetivos do Programa de Competitividade do Setor Têxtil de Londrina que será apresentado oficialmente aos empresários do ramo hoje, às 20 horas no Hotel Thomasi. Esta é a segunda edição do Programa, que em 2004 atendeu 20 empresas e este ano pretende atender ao dobro do número de participantes. O projeto é uma iniciativa do Sebrae/PR, Sindicato da Indústria do Vestuário do Paraná (Sivepar), Fiep e Senai.
Após a adesão das empresas, será realizada uma segunda reunião para definir, em parceria com os participantes, as ações que devem ser desenvolvidas. ''Apesar de já termos uma estratégia definida, a idéia é não apresentar um modelo de atividades fechados para que os empresários possam manifestar o que preferem e para que todos os objetivos sejam alcançados'', observa Paulo Di Chiara, consultor do Sebrae/PR responsável pelo projeto.
O programa conta com consultorias individualizadas, treinamentos coletivos sobre temas como modelagem, design, marketing, produção e gestão empresarial, além de seminários e palestras sobre tendências da moda, etc. As atividades devem ser iniciadas em abril e concluídas e janeiro de 2006.
Segundo o consultor, entre os resultados obtidos no ano passado, se destacam o aumento do faturamento geral das empresas - em torno de 15% - e a diminuição do custo de produção em 30%. Um exemplo é a empresa Márcia Barbieri, fabricante de roupas infanto-juvenil de Apucarana, que viu sua produção crescer em 35% em 2004. De acordo com Celso Cristóvão de Souza, sócio-proprietário da empresa, graças às consultorias individualizadas foi possível triplicar o número das vendas da coleção de inverno negociadas durante a última FIT (Feira Internacional Setor Infanto-Juvenil), realizada em São Paulo no mês de janeiro.
''Os resultados não dependem de grandes investimentos, já que as ações desenvolvidas são simples. Por exemplo, só em adequar nossa coleção de inverno ao público, ou seja, com peças mais leves, conseguimos vender 12 mil peças na última FIT, quase três vezes mais do que vendíamos'', comemora. Desde o ano passado, a empresa inaugurou duas lojas de atacado, uma em São Paulo e outra em Apucarana, e já confirmou participação novamente no Programa. ''Sempre há o que ser melhorado'', avalia.
O aumento do número de empresas em feiras nacionais e internacionais do setor também foi um dos resultados destacados no ano passado, segundo Di Chiara.
Diferentemente do ano passado, este ano o programa vai enfocar somente empresas fabricantes de marcas próprias. De acordo com o consultor do Sebrae/PR, das 160 empresas do setor têxtil de Londrina, cerca de 70% são somente de marcas próprias.
Em Londrina e região existem 435 indústrias do setor, que produzem mensalmente cerca de 20 milhões de peças, e empregam cerca de 11.453 funcionários diretos. ''O objetivo é melhorar a competitividade da região que já se classifica como um pólo do setor'', conclui o consultor. Cerca de 60 pessoas são esperadas no evento.
- Serviço
Programa de Competitividade do Setor Têxtil de Londrina, lançamento hoje às 20 horas, no Hotel Thomasi (Av. Tiradentes, 1155). Iniciativa do Sebrae/PR, Sindicato da Indústria do Vestuário do Paraná (Sivepar), Fiep e Senai.


