O Ministério da Agricultura e o Governo do Paraná lançam em outubro em Umuarama o Programa de Controle da Febre Aftosa no Paraná. Será criado o Conselho Estadual de Sanidade Animal (Conesa) que vai atuar no controle de doenças infecciosas. A informação foi dada sexta-feira pelo prefeito de Umuarama, Fernando Scanavaca (PPB). ‘‘Vai ser a maior campanha já realizada para liberar a exportação de carne bovina para a UE’’, disse. Maior rebanho bovino do Estado, com cerca de 1,4 milhão de cabeças, o município de Umuarama foi o primeiro a criar o Conselho Municipal de Sanidade Animal.
O prefeito já assinou o decreto de criação do conselho que vai atuar em parceria com o Conesa e outros órgãos de sanidade animal estaduais e federais. O objetivo da campanha é obter a confirmação oficial da erradicação da febra aftosa no Paraná e consequente liberação da exportação da carne produzida no Estado. A liberação depende de autorização da Organização Internacional de Epizootias (OIE). Atualmente, apenas Santa Catarina e Rio Grande do Sul são considerados zonas livres de aftosa. O Paraná não registra nenhum foco da doença há 2 anos. O último caso foi detectado em 95, em São Jorge do Patrocínio (96 quilômetros a oeste de Umuarama).
Para derrubar a barreira sanitária, o Paraná terá de provar que eliminou a febre aftosa. Através do Programa de Controle da Febre Aftosa serão feitos 14 mil exames sorológicos em animais criados no Estado.
Recursos do Bird O Banco Mundial custeará os exames que serão apresentados ao OIE como prova da sanidade dos animais para que o orgão libere a exportação de carne paranaense. O Estado também contratará medicos veterinários para realizar os exames e acompnhar o trabalho nos municípios.
‘‘É muito importante para a pecuária paranaense conseguirmos essa liberação’’, diz o presidente da Sociedade Rural de Umuarama, Sidney Lujan, um dos primeiros pecuaristas a apontar a necessidade de um movimento para que o Paraná consiga o Certificado de Estado Livre da Febre Aftosa.
Segundo Lujan, nas áreas consideradas livres da doença, a arroba do boi gordo alcança R$ 33, enquanto nas regiões não liberadas gira em torno de R$ 26. ‘‘Precisamos eliminar esta diferença’’, diz Lujan.

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