Curitiba - A Minerais S.A. (Mineropar), em parceria com a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, com o Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) do Paraná e com o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), lançou ontem o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Cerâmica Vermelha no Estado Paraná (Proceramica). O programa, que vai receber R$ 550 mil de investimentos da secretaria por meio do Fundo Paraná, visa melhorar a qualidade das peças de cerâmica para a construção civil produzidas no Paraná e também mapear novas jazidas de argila no Estado. O Paraná possui, hoje, cerca de 800 olarias.
O presidente da Mineropar, Eduardo Salamuni, explicou que a intenção do Proceramica é incentivar os ceramistas do Paraná a melhorar a qualidade dos seus produtos e explorar as jazidas de argila de forma mais consciente. Segundo ele, atualmente o Estado importa cerâmica de Santa Catarina e de São Paulo por falta de qualidade do produto interno. ''Queremos inserir nosso produtor no mercado que preza pelo produto com qualidade.'' O primeiro passo é o mapeamento das novas jazidas e também a preparação (com consultoria técnica, orientações, cursos) dos produtores.
O grande problema da cerâmica paranaense está no mau preparo da massa cerâmica, apontam os especialistas. É justamente aí o ponto que a Mineropar pretende melhorar. Depois de receber todas as informações e treinamentos, os produtos das olarias paranaenses vão passar por análises de qualidade nos laboratórios do Cefet e serão certificados, ou não, pelos técnicos do Tecpar. ''Já temos oito empresas interessadas em criar um selo de qualidade que mostre para o consumidor que o produto tem qualidade'', afirmou o presidente do Sindicato dos Ceramistas do Paraná (Sincepar), José Raimundo Bonato.
Para Bonato, que é proprietário de uma olaria na Região Metropolitana de Curitiba, o principal problema dos produtores é falta de preparo, o que acaba fazendo com que eles não contabilizem gastos e se descapitalizem. ''Além de dar orientações sobre gerenciamento, precisamos incentivar que os produtores façam o teste de qualidade já na olaria, pois se algum problema na massa for detectado já tem que ser resolvido na hora, antes de outra leva ir para o forno'', explicou.
O mapeamento de novas lavras de argila será realizado no Norte Pioneiro, Centro-Sul, Oeste, Sudoeste, Vale do Ivaí, além da Região Metropolitana de Curitiba, que abriga mais de 200 das 800 indústrias de cerâmica vermelha existentes no Paraná.

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