Programa quer garantir produção de milho
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sexta-feira, 12 de julho de 2002
Agência Estado 
Brasília O ministro da Agricultura, Marcus Vinícius Pratini de Moraes, anunciou ontem o programa de contratos de opção de venda de milho para a safra 2002/03. O volume total de opções corresponderá a 5 milhões de toneladas, sendo 3,84 milhões para Sul e Sudeste, 1,05 milhão de toneladas para Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal, e 110 mil toneladas para Mato Grosso.
O preço de exercício das opções será de R$ 15/saca para Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Bahia. Para Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal o preço de exercício será de R$ 14/saca, e para Mato Grosso de R$ 11/saca.
O vencimento das opções ocorrerá em maio de 2003, mas a entrega poderá ser antecipada pelo produtor, a seu critério, para os meses de abril, março ou fevereiro, com deságio de R$ 0,20/saca por mês de antecipação.
Ao todo serão 10 leilões de contratos de opção de venda de milho, o primeiro marcado para 19 de julho, com oferta de 500 mil toneladas. Os leilões seguintes ocorrerão em 25 de julho, 1º, 8, 15, 22 e 29 de agosto, e 5, 12 e 19 de setembro.
Produção Pratini de Moraes disse que a intenção do governo é, pelo menos, manter a área de plantio de milho inalterada em relação ao ano passado. ''Nossa meta é obter uma produção de no mínimo 36 milhões de toneladas em 2002/03'', afirmou.
O programa de opções de milho tem por objetivo estimular o plantio do cereal, num quadro de grande atratividade da soja para o próximo verão. Os preços de exercício para as opções de milho foram calculados com base na paridade de exportação do produto.
A relação de rentabilidade entre a soja e o milho, estabelecida entre duas sacas de milho para uma de soja, também foi levada em conta, considerando a negociação da soja para 2002/03 em torno de R$ 30/saca, no Centro-Sul.
Medidas Pratini de Moraes anunciou ainda um conjunto de outras nove medidas de apoio à lavoura de milho em 2002/03, já aprovadas. Ele lembrou que os financiamentos para o milho continuam independentes do custeio de outras culturas, ou seja, os limites de crédito para o milho por produtor não concorrerão com o crédito para o plantio de outros produtos.
O ministro disse que foi acertado anteontem em São Paulo, em reunião entre a cadeia produtiva e as indústrias consumidoras, que estas últimas farão contratos de compra antecipada de milho com preço fixado, e as operações com Cédula de Produto Rural (CPR), uma das modalidades de compra antecipada, serão financiadas pelo Banco do Brasil.
O BB também fará o financiamento de 100% do orçamento das lavouras de milho, a juros de 8,75% ao ano até o limite de R$ 250 mil por produtor, e a juros livres (a partir de 12% ao ano) do valor excedente, com recursos da poupança rural, cujo montante é de R$ 2,5 bilhões.
A poupança rural do BB também fará o financiamento de estocagem, comercialização e industrialização de carne de frango e de suíno. Pratini anunciou também que está em regulamentação o regime de draw-back para a produção de suínos, já em vigor para o frango, pelo qual o produtor poderá importar insumos com isenção de impostos, incluindo milho, mediante comprovação posterior de exportação de carne.


