Curitiba – Foi lançado ontem em Curitiba o Programa de Competitividade de Cadeias Agroindustriais do Paraná, que terá como grande foco o estudo de pontos de estrangulamento e novas oportunidades na cadeia produtiva da carne e da madeira no Estado. O resultado dos levantamentos deve ficar pronto até julho. As entidades envolvidas pretendem tornar o Paraná em um centro de excelência em pesquisa agroindustrial.
O estudo será feito através de parceria entre o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), o Programa Paraná Agroindustrial, o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), a Universidade Federal de São Carlos e professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O investimento não foi divulgado.
‘‘Com esse projeto poderemos fazer com que o Paraná se torne, além de transformador de matéria-prima, com condições de gerar maior valor agregado aos produtos, um gerador de conhecimento sobre o setor agroindustrial’’, afirmou o coordenador do Paraná Agroindustrial, José Roberto Borgheti.
De acordo com o coordenador do programa de competitividade, Mariano de Matos Macedo, cerca de 30 pessoas estão envolvidas no projeto que deve detalhar condições para aumento de exportações e dar subsídios para que as empresas do setor de carnes (avicultura, suinocultura e pecuária de corte) e madeireiro atuem de forma sustentável.
O diretor-presidente do Ipardes, Paulo Mello Garcias, explicou que esse projeto dá continuidade a um estudo já feito pelo órgão. ‘‘Já constatamos que novos setores começaram a surgir, como uma atividade agrícola ao redor das grandes cidades, voltada à vida urbana’’, exemplificou. Segundo ele, em abril, a equipe de estudos estará em campo para coletar informações.
Para o presidente do IBQP, Sérgio Prosdócimo, a maioria dos empresários ainda precisa se aperfeiçoar para gerenciar os negócios. ‘‘A classe empresarial brasileira, com exceções, ainda não despertou da necessidade de reformulação, como a que está ocorrendo nesse projeto’’, avaliou.
A previsão do professor da Universidade de São Carlos, Paulo Furquim, é que em julho esteja pronto um diagnóstico com medidas públicas e privadas capaz de impulsionar as cadeias da carne e da madeira. O presidente do Sindicato da Indústria da Carne e Derivados do Paraná (Sindicarnes), Péricles Salazar, se mostrou bastante otimista com o programa. ‘‘Vamos desobstruir alguns gargalos existentes, principalmente na pecuária de corte, já que a avicultura e suinocultura estão mais desenvolvidas’’, observou.

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