A consolidação da Marca Brasil no exterior e a formação de parcerias dentro e fora do País são as principais estratégias dos projetos desenvolvidos pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresa (Sebrae) com a Agência de Promoção de Exportações (Apex) para este ano.
O esforço faz parte do programa iniciado em meados de 1998, que tem como meta elevar para 5% a participação das pequenas nas exportações, hoje inferior a 2%. ‘‘Queremos mostrar que o Brasil tem tecnologia, preço, qualidade e cumpre os prazos de entrega’’, ressalta André Melo, gerente da Divisão de Negócios do Sebrae-SP.
Entre os 61 setores da economia brasileira que fazem parte do Programa de Estímulo às Exportações (PEE), a maioria tem projetos de promoção com a Apex, subsidiária integral do Sebrae. Com orçamento pouco acima dos R$ 60 milhões, a linha central da ação Apex/Sebrae será o investimento em campanhas de marketing para divulgar a Marca Brasil, com aumento da participação em feiras internacionais, seminários e missões comerciais.
De acordo com o gerente do Sebrae-SP, a estratégia vai permitir a agregação de valor sobre as vantagens comparativas que o País já tem em relação a alguns concorrentes, como mão-de-obra e matéria-prima baratas. Para receber o selo com a Marca Brasil, o produto precisará passar por um processo de avaliação e receber uma certificação especial, procedimentos que estão em estudo.
Para estimular as parcerias, a Apex aposta nos Projetos Setoriais Integrados; Horizontais; Isolados e na Formação de Consórcios de Exportação. Segundo a diretora-executiva da Apex, a ex-ministra Dorothéa Werneck, as pequenas e médias empresas, sozinhas, dificilmente conseguirão exportar.
Entre os 43 consórcios em atuação, os resultados começam a aparecer. Segundo a ex-ministra, os de móveis estão entre os mais bem-sucedidos. Das 500 empresas que estão no projeto, 140 já exportam. A projeção mais pessimista considera alta de 25% nas vendas externas, que totalizaram US$ 530 milhões no ano passado.

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