O governo lançou ontem um programa de investimentos de R$ 9 bilhões nas áreas social e de infra-estrutura com o qual espera estimular a criação de 1,5 milhão de empregos. Do total a ser aplicado, R$ 6 bilhões virão do Fundo de Amparo ao Trabalhador e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e R$ 3 bilhões representarão a contrapartida dos mutuários.
Proposto ao governo por líderes sindicais, o projeto é uma segunda versão do Proemprego (Programa de Expansão do Emprego e Melhoria da Qualidade de Vida do Trabalhador), lançado em 1996. Parte dos recursos do Proemprego 2 será destinada ao fomento de investimentos nas áreas de energia, telecomunicações, rodovias, ferrovias, comércio e serviços. Um segundo subprograma do projeto prevê a aplicação de recursos em saneamento ambiental, transporte coletivo e saúde. Em janeiro, a taxa de desemprego aberto medida pelo IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) foi de 7,73%.
O instituto prevê que essa taxa continuará a crescer nos próximos meses em função da redução da atividade econômica no País. A expectativa é que no primeiro semestre do ano a taxa média de desemprego fique próxima a 7,8%. O Proemprego 2 foi lançado ontem, no Palácio do Planalto, pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo ministro Francisco Dornelles (Trabalho).
Ontem o governo lançou também um programa de habitação para a população de baixa renda no valor de R$ 3 bilhões. Os recursos serão distribuídos entre todos os Estados, mas São Paulo e Rio de Janeiro serão priorizados.

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