Programa Primeiro Emprego caminha lentamente no PR
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quinta-feira, 03 de março de 2005
Vera Barão<br>Reportagem Local 
O Programa Nacional Primeiro Emprego (PNPE) caminha a passos lentos no Paraná. Somente na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) o programa foi efetivado recentemente com a liberação de R$ 2 milhões do governo federal. Em Londrina, seis empresas estão em negociação para assinar o termo de adesão ao Programa, segundo o gerente do Sistema Nacional de Emprego (Sine), Mauro Vieceli, mas ainda sem data agendada. Os nomes das empresas não são revelados por estarem em processo de negociação com o Sine.
As dificuldades para alavancar o programa ocorre, na opinião de Vieceli, por causa de algumas empresas não atenderem às exigências em relação ao pagamento em dia dos tributos. ''Elas devem estar em dia, mas isso nem sempre acontece. Por isso, temos falta de empresas que queiram participar'', comentou. Outra barreira que tem atrasado a adesão de algumas empresas ocorreu por causa de um problema no sistema de informatização da Secretaria de Trabalho, Emprego e Promoção Social, que já foi ativado.
O secretário estadual de Trabalho, Emprego e Promoção Social, padre Roque Zimermann, informou que o governo do Estado promete liberar R$ 2 milhões ainda no primeiro semestre deste ano para o Programa Estadual do Primeiro Emprego (Pepe). As cidades contempladas seriam as do interior do Estado, entre elas Londrina e Foz do Iguaçu, onde a situação do jovem é considerada emergencial pelas autoridades. Porém, para a liberação desses recursos é necessária a aprovação do projeto estadual que está tramitando na Assembléia Legislativa, solicitando a criação do Pepe.
De acordo com Zimermann, a secretaria tem todo o sistema informatizado e só depende da liberação dos recursos para que os empregos sejam criados nas demais regiões. Na RMC, o Serviço Civil Voluntário (SCV), um braço do PNPE, realizou as primeiras ações preparando para o mercado de trabalho 167 jovens - 83 deles estão trabalhando com carteira assinada.
''O resultado tem sido positivo. Nesse tempo todo não tivemos desistência, apenas uma substituição'', informa o coordenador do PNPE no Estado, Luiz Donizete Moraes. Ele destaca que os jovens são selecionados pela ordem cronológica de inscrição no Sine. ''Por isso, as empresas não podem exigir perfil dos jovens, até porque o objetivo do programa é dar oportunidade para o jovem que não teve experiência anterior'', comentou Moraes, acrescentando que para se inscrever as empresas devem apresentar a Relação Anual de Informações Sociais (Rais).


