São Paulo O PC Conectado computador popular que faz parte do plano de inclusão digital do governo federal tende a estimular a pirataria de software se for equipado apenas com o sistema operacional de código aberto Linux. A avaliação foi feita ontem pelo advogado André de Almeida, consultor jurídico da Business Software Alliance (BSA) e membro do Conselho Nacional de Combate à Pirataria do Governo Federal. Ao contestar a defesa do software livre adotada pelo governo federal, o especialista argumentou que uma parcela dos consumidores tende a buscar distribuidores ilegais para adquirir o Windows, desenvolvido pela Microsoft.
Apesar de reconhecer que o uso do Linux representa uma redução no custo final do equipamento, Almeida defendeu que parte dos usuários estaria disposta a pagar mais pelo sistema da Microsoft. ''Existe no governo uma política equivocada que dá prioridade a um sistema sobre o outro'', disse Almeida. ''O PC Conectado, da forma como está, vai incentivar a pirataria. Se os consumidores não tiverem opção, eles podem buscar programas pirateados.''
Anunciado no ano passado pelo governo federal, o programa PC Conectado pretende facilitar a compra de computadores com acesso à internet pela população de baixa renda. De acordo com as regras anunciadas recentemente, os computadores que forem incluídos no programa também terão de rodar o sistema operacional Linux. No entanto, a Microsoft apresentou proposta para equipar o micro com uma versão mais barata do Windows. (C.O./AE)

mockup