Programa Paranaense de Qualidade começa a ser implantado em Maringá
Envolvendo a cadeia produtiva da agricultura e pecuária, bem como as entidades representativas destes dois setores, será lançado dia 4 de março, em Maringá, o Programa Paranaense de Qualidade e Competitividades. O seminário vai reunir cerca de 500 participantes, de acordo com estimativa de João Carvalho Pinto, chefe do núcleo regional da Seab. Objetivo: levar às lideranças políticas, empresariais, agropecuária e técnicas o novo modelo do Sistema de Defesa Agropecuária do Paraná. Promovida pela Seab, esta iniciativa vai definir critérios para criação de conselhos municipais em 29 cidades circunvizinhas a Maringá.
Segundo Antonio Poloni, secretário da Agricultura do Paraná, com a globalização da economia e abertura do mercado brasileiro ao mundo, os padrões de qualquer produto passaram a ser semelhantes todo o planeta. Assim, com comércio livre, o mercado interno e internacional exige produtos, que tenham sanidade, qualidade e preços convenientes. Isto vale para todos os produtos, inclusive os que estão sendo produzidos nas diversas regiões do Paraná. Qualidade e competitividade passam a ser o novo enfoque da defesa agropecuária do Paraná.
Ágide Meneguette, presidente da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), uma das entidades envolvidas com o programa, assegura ser fundamental a participação de toda a cadeia produtiva dos segmentos agrícola e pecuário. Somos tripulantes de um mesmo barco que, apesar das tempestades, precisa alcançar um porto seguro para a sobrevivência de todos, diz, assegurado que a qualidade total dos produtos primários começa no campo, passando pela indústria e comercialização final. Os critérios da atualidade não são mais barreiras físicas. Valem de agora em diante barreiras técnicas sanitárias, as quais exigem inspeções, controle de qualidade, regras de origem.
Por isso que existe consenso - desde que o Governo do Paraná até às instituições que formam a cadeia produtiva do segmento primário paranaense - de que para ser vitorioso neste mercado cada vez mais competitivo - exportando ou enfrentando importações -, o produtor precisa mudar seu comportamento, sendo um profissional da agropecuária. Isto implica em dizer que ele terá que se preocupar com a administração correta de sua propriedade. Outro aspecto: será obrigado a produzir com menos custo e melhor qualidade possível, respeitando-se as exigências sanitárias. Em contrapartida, exigirá que as autoridades fiscalizem com rigor para que os produtos sejam colocados no mercado conforme as normas sanitárias e padrões de qualidade, única alternativa capaz de assegurar a eficiência e a lucratividade de seu negócio, complementa Antonio Poloni.ArquivoPoloni: Conselhos Municipais em mais 29 municípiosLuiz Carlos Rizzo
Especial para a Folha





