Empresários do setor hoteleiro paranaense têm até o próximo dia 30 para conseguir recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pelo programa ProCopa Turismo, para reforma, ampliação ou construção de empreendimentos. A oferta de crédito é para projetos em todo o País, mesmo em cidades que não terão participação direta na Copa do Mundo de 2014, com juros mais baixos e com prazos de amortização mais extensos, o que é um antigo pleito do setor. Apesar de manter linhas de financiamento tão atrativas quanto, o órgão lançou o ProCopa para possibilitar grandes obras, com valores acima de R$ 3 milhões em cidades-sede do Mundial ou de R$ 10 milhões em outros municípios.
São R$ 2 bilhões de crédito disponíveis para projetos em todo o País. O objetivo é modernizar a oferta de leitos brasileiros para fortalecer o turismo, que tende a ficar mais aquecido com a publicidade gerada pela Copa das Confederações deste ano e pelo Mundial. Um exemplo recente de projeto aprovado é a implantação de um hotel de alto padrão na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Serão R$ 87 milhões financiados pelo BNDES, ou 71% do projeto.
Administradora do Departamento de Cultura, Entretenimento e Turismo do BNDES, Luisa Paiva Miranda afirma que a proximidade da Copa gerou a necessidade de se prestar mais atenção ao setor hoteleiro. "Antigamente as condições não eram muito atrativas. Com o ProCopa, o BNDES atraiu muitas operações de hotéis e muitos investidores."
Interessados em obter crédito pelo programa precisam apresentar proposta ao BNDES até o fim deste mês. Em Londrina ou em outros municípios do interior, o limite mínimo é de R$ 10 milhões, e, em Curitiba, que é cidade-sede da Copa do Mundo de 2014, o piso é de R$ 3 milhões. O vice-presidente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Londrina, Alzir Bocchi, acredita que muitos empresários locais se preparam para aproveitar os recursos com custos e prazos menores. "Os juros são compensadores e não vai faltar dinheiro para quem precisa fazer uma reforma."
As taxas podem cair ainda mais caso o estabelecimento obtenha certificações de excelência. Com a apresentação de selo de hotel sustentável ou de eficiência energética, os prazos para pagamentos podem ser ampliados em até oito anos e os juros podem cair 2% ao ano.
Bocchi lembra que, por Londrina ser uma cidade nova, a maioria dos hotéis são atualizados e com boa manutenção. Mesmo assim, diz que se trata de uma oportunidade para o setor. "Temos um acréscimo anual de 5% a 8% ao ano em número de leitos, que hoje são de 6,5 mil em 54 bons hotéis (com duas estrelas ou mais)."

Permanente
Depois do prazo, o banco oferece o BNDES Finem e o BNDES Automático, que contam com taxas de juros e prazos semelhantes, mas regras e valores diferentes. Nas duas linhas, as operações são feitas por bancos comerciais, com oferta de crédito menor e custo maior. "A operação direta (no BNDES) é para valores maiores, com análise mais elaborada e, por isso, tem taxa de risco menor", diz Luisa, sobre o índice que compõe os juros e que pode variar de 0,5% a 3% ao ano.

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