Programa já beneficia 10 mil empresas
Programa já beneficia 10 mil empresas
Proger vai liberar recursos de R$ 40 milhões este ano, dinheiro que deve gerar 15 mil novos empregos no Paraná
Da Redação
Joel Rocha
Cria do ProgerMarisa dos Santos, da M.A.B. Confeções, e suas vendedoras: de informal para a formalidadeMais de 10 mil empreendimentos no Paraná estão sendo beneficiados pelos recursos do Proger - Programa de Geração de Emprego e Renda. De 1995 até 97 este programa de crédito orientado gerou 30.450 empregos e em 1998 ele será responsável pela criação de mais 15 mil novos postos de trabalho. Com a proposta encaminhada pelo Governo do Estado, o Paraná foi o primeiro a assinar o novo convênio com o Banco do Brasil, conseguindo a retomada do programa ainda em abril, após alguns meses em que esteve suspenso em todo o País.
Este ano serão liberados através do Proger cerca de R$ 40 milhões para o Estado, na forma de financiamentos a pequenos empreendedores da cidade e do campo. Esses recursos, provenientes do FAT - Fundo de Amparo ao Trabalhador - praticamente quintuplicaram desde 1995, quando foram distribuídos R$ 8.687.547,97.
Para as empresas que se credenciam ao Proger os valores significam às vezes o único recurso para a viabilização ou ampliação de seus negócios. Sem o Proger não conseguiríamos comprar os equipamentos que precisávamos para ampliar nossa empresa e nem contratar tantos funcionários, avalia Evelise Menegotto, sócia-gerente da 3ª Ação Terceirização Ltda., de Francisco Beltrão.
Há dois anos, a empresa de terceirização de mão-de-obra comercial e residencial usou os R$ 30 mil obtidos através do Proger para comprar uma série de equipamentos de limpeza, jardinagem e também um microtrator, entre outros. Esse investimento permitiu que a firma se capacitasse para participar de licitações, dobrando o número de contratos de prestação de serviços nesse período. De 80 funcionários, a 3ª Ação passou a contar com 145, quarenta a mais do que o previsto quando fez o pedido de empréstimo, e aumentou seu faturamento mensal de R$ 45 mil para R$ 85 mil.
A M.A.B. dos Santos Confecções, de Colombo, deve sua existência ao Proger. Para conseguir os recursos ela passou de empresa informal para formal em 1996. Com os R$ 3.500 obtidos em junho do mesmo ano, a proprietária Marisa Aparecida Brunner dos Santos comprou uma máquina de costura nova, uma cortadeira e mercadorias (tecidos e aviamentos). De cara conseguimos aumentar a produção de 100 para 300 peças mensais e passamos a ter lucro em dois meses, conta. Hoje a M.A.B. Confecções produz 2 mil peças por mês, trabalha com uma costureira contratada (serão duas até o final do ano) e uma equipe de 20 vendedoras comissionadas.
O negócio de Marisa, que antes era um complemento do orçamento doméstico e nem sempre dava lucro, fatura hoje cerca de R$ 5 mil por mês, envolve toda a família e já responde por quase a totalidade dos gastos da casa. E ainda sobra para novos investimentos, como o segundo carro, o computador, mais máquinas de costura, móveis e utilidades domésticas.





