Estimuladas pela iniciativa do governo, as empresas de crédito pessoais de Londrina também reduziram seus juros. Na CSC Financeira, a taxa caiu de 11% para 8% no último mês. De acordo com o representante da empresa Armando Kenji Cinagava, a mudança foi resultado do Programa de Microcrédito e do maior rigor na seleção de clientes. ''Além de beneficiar os bons pagadores, diminuímos a taxa de inadimplência que é o maior vilão do setor. Na CSC ela é de, no máximo, 10%, mas em outras financeiras o calote chega a 30% ao mês''.
Na Fininvest, essa estratégia já rendeu novos clientes que conseguem até R$ 2 mil a juros que variam de 6,9% a 12,9%. O operador de scanner A.F.L não aconselha esse tipo de negócio. Há um ano, ele tomou R$ 1 mil emprestado de uma financeira e até hoje não liquidou a dívida que está nas mãos de uma agência de cobranças. O objetivo era saldar um 'rombo' em sua conta corrente e para isso submeteu-se a um juro mensal de 12,5%. ''Acho que me precipitei. Se pensasse bem, teria negociado com o banco'', admite.
Para Cinagava, não há motivo para temer uma concorrência porque o público atendido pelas financeiras é justamente aquele excluído pelos bancos. Outra diferença, segundo ele, é que neste tipo de empresa o dinheiro é liberado com a assinatura do contrato e nos bancos não.

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