Em março, a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) irá divulgar os resultados do Programa Sul Competitivo, que tem por objetivo identificar gargalos e apresentar propostas para a área de infraestrutura e logística da região. O trabalho é uma iniciativa da Fiep junto com as federações das indústrias de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.
O programa, que teve início em junho do ano passado, já realizou o levantamento de 16 cadeias produtivas que envolvem mais de 70 produtos nos três Estados. Também foram definidos cerca de 70 principais eixos de movimentação de mercadorias.
''Nós analisamos várias cadeias de valor e definimos os eixos de transportes das cargas, de forma a melhorar sua competitividade'', afirma o coordenador do Conselho Temático de Infraestrutura da Fiep, Paulo Ceschin.
A ideia é definir as opções de transporte mais viáveis para cada eixo do ponto de vista econômico. ''Queremos mostrar ao governo que as obras devem ser priorizadas do ponto de vista econômico e não político'', ressalta. Segundo Ceschin, em muitos casos, as soluções podem ser mais simples do que se imagina. ''Às vezes, a duplicação de um trecho de 10 quilômetros de rodovia já é suficiente'', explica.
Olivier Girard, sócio da Macrologística - consultoria contratada para coordenar o programa - diz que já foi realizado um levantamento completo da infraestrutura logística existente na região. ''Também projetamos como essa situação estará daqui a 10 anos'', conta. No entanto, nem ele, nem a Fiep quiseram adiantar as informações apuradas até agora.
Segundo o consultor, o setor rodoviário responde hoje por mais de 70% do transporte de carga no País e é preciso investir em novos modais. ''O rodoviário é o mais caro e o mais poluente, além de ser inadequado para distâncias maiores que 1.500 quilômetros.''
De acordo com o sócio da Macrologística, o estudo vai apontar se existem cargas suficientes para que os Estados invistam em novos corredores ferroviários e nos modais aquaviário e aeroviário. Ele conta que a Macrologística realizou o mesmo trabalho na Região Norte do País. E que as entidades passaram a cobrar dos governos estaduais a implementação das propostas definidas.

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