Programa emperra em
aval de cooperados
O Recooop está emperrando na exigência de aval de cada um dos cooperados, o que obriga as diretorias a convocarem novas assembléias, que demandaria muito mais tempo. Essa foi a última regra imposta pelo BB para continuar com as análises dos projetos do Recoop. O anúncio dessa medida teve o efeito de uma ‘‘ducha de água fria’’, entre os líderes cooperativistas que manifestaram ceticismo em relação ao programa.
Ocorre que o aval dos cooperados será aceito à medida que o BB analisar a capacidade de pagamento e de endividamento de cada produtor vinculado à cooperativa enquadrada no programa. O tempo gasto com isso é incalculável, já que tem cooperativas com 10 mil ou 15 mil cooperados, disse o lider das cooperativas de Minas Gerais, Alfeu Silva Mendes. A análise dessa medida provocou indignação entre os cooperados, que reclamaram que a cada dia aumentam as normas, o que dá a entender que o programa realmente está sendo protelado.
O presidente da Ocepar disse que as cooperativas vão pressionar o governo para reverter essa medida, porque o contrato entre o Tesouro Nacional e os bancos ainda não foi assinado. Koslovski acredita que há chances de o governo anular essa cláusula do contrato.
Branisso, do BB, esclareceu que a norma permanece em vigor e que o banco se dispõe a analisar caso a caso, para não inviabilizar o programa. Disse que a meta do BB é deslanchar o programa, mas não descartou a possibilidade de exigir capacidade de pagamento dos cooperados, já ‘‘ que a cooperativa é constituída de seus cooperados’’, salientou.(V.C.)

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