Despertar em alunos do ensino médio o espírito empreendedor através de atividades práticas relacionadas ao mundo da administração de empresas é o principal objetivo do programa Miniempresa, desenvolvido pela Associação Junior Achievement. Ontem, o programa promoveu em Londrina uma rodada de palestras e uma feira de negócios, que apresentou todos os itens produzidos por cinco empresas criadas por alunos do 2º ano do ensino médio de escolas públicas e particulares.
Cerca de 160 adolescentes, com idade média de 16 anos, mostraram o trabalho que vêm realizando desde o mês de julho: eles criaram suas empresas, definiram qual produto seria comercializado, o público alvo, estabeleceram estratégias de marketing, definiram preços e começaram a produzir. ''Foi uma experiência única. Tudo o que um dia ouvimos falar sobre o mundo dos negócios, colocamos em prática'', disse Beatriz Zampar, 16 anos, diretora de Recursos Humanos da Stylus. A miniempresa, que produz bolsas femininas, foi criada por alunos do Colégio Maxi e tem 30 funcionários.
Segundo Beatriz, a experiência serviu para que ela e seus colegas aprendessem a solucionar problemas, a dividir tarefas e a conviver entre eles. ''O que eu também aprendi com o programa é que cada um tem uma habilidade específica e que é preciso explorar esse talento'', destacou a estudante. Mesmo sem valer nota para qualquer disciplina do colégio, Beatriz contou que os alunos se esforçaram bastante para executar as atividades.
O mesmo aconteceu na empresa Artesanart, criada por alunos do ensino médio do Colégio Estadual Vicente Rijo, em que todos os funcionários atuaram de forma igual na produção e com a mesma força de vontade. ''Montamos uma linha de produção, em que todos cortavam, pintavam ou montavam os objetos. Todo mundo atuou e participou das reuniões que aconteciam semanalmente'', frisou Renata Alana da Silva, 16 anos, diretora de produção da miniempresa. A Artesanart produz objetos com palitos de sorvete.
Renata contou que a maior dificuldade do grupo - com 16 pessoas - foi pensar em como lançar os produtos e vendê-los depois. ''Fazíamos reuniões e pensávamos em estratégias de mercado'', disse.
Segundo a coordenadora regional do Programa Junior Achienvement em Londrina, Milena Holthausen, para levantar capital de giro e iniciar a produção, os miniempresários vendem ações e os ''sócios'' recebem seus lucros no encerramento das atividades. Os valores relativos à arrecadação de impostos são doados a entidades sociais selecionadas pelos próprios jovens. A feira da miniempresa foi realizada no centro de eventos do Shopping Catuaí e toda a produção das empresas estava à venda.
Segundo Milena, o programa foi criado em 1919 nos Estados Unidos e se espalhou pelo mundo. Está no Paraná há três anos e em Londrina há um. ''Não prentendemos formar empresários, mas sim despertar o empreendedorismo que existe em cada jovem. O empreendedor não nasce pronto, tem de ser formado'', acrescentou.

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