O Programa Municipal de Motivação à Exportação, desenvolvido pela Companhia Municipal de Desenvolvimento de Cambé (Comdec), começa a dar resultados positivos. Empresas da cidade já começam a buscar ajuda para viabilizar seus produtos no mercado internacional.
A Aesa Automolas e Equipamentos Ltda, uma das maiores fábricas fornecedoras do mercado de reposição de molas e peças para suspensão de veículos de carga no País, contratou o Programa de Apoio Tecnológico à Exportação (Progex), que ajuda as empresas a se adequarem às exigências do mercado internacional visando a exportação. O Progex foi apresentado aos empresários durante os encontros do Programa Municipal de Motivação à Exportação, ocorridos no mês passado.
No caso da Aesa, a empresa já exporta seus produtos há 30 anos, mas quer agora ampliar para o mercado europeu, mais especificamente para a Alemanha e a Turquia. Com produção total de 500 toneladas/mês, a empresa detém 15% do mercado nacional. Atualmente exportação da empresa representa 12% do volume de produção para América Latina e África, porém a meta é que este número suba para 20% até o final de 2006, informou o diretor industrial da empresa, Laus Ronald Tkotz.
Segundo ele, a empresa precisa atender especificações do mercado europeu e o programa vai analisar essas condições da Aesa. ''É um ponto de partida e mais um repuxo para viabilizarmos as exportações'', comenta Tkotz. Só este ano, a empresa já investiu R$ 1,5 milhões na ampliação do parque tecnológico, fora os recursos aplicados na nova sede que somaram mais de R$ 2 milhões. Para 2006, os investimentos em tecnologia continuam. O faturamento da empresa neste ano deve chegar a R$ 30 milhões.
O extensionista do Progex, Elvis Regis Ayza Atora, explica que o Programa foi criado pelo governo federal para facilitar o acesso de empresas brasileiras, principalmente pequenas e médias, ao mercado exterior. Funcionando na Associação de Desenvolvimento Tecnológico (Adetec), em Londrina, o programa é coordenado pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar).
Segundo Ayza, o programa está atendendo cerca de 30 empresas do eixo Cornélio Procópio a Apucarana. ''Nosso trabalho é adaptar a produção das empresas ao mercado exterior. E a Aesa está dentro dessa proposta porque já tem um potencial exportador'', explica Ayza, informando que o objetivo é a melhoria da qualidade do produto e do processo produtivo, redução de custos, atendimento às normas técnicas internacionais, design e embalagens.
Neste sentindo, o Progex vai viabilizar recursos a fundo perdido para
realizar o projeto nas empresas. Elas participam com uma pequena
contrapartida. As verbas atendem empresas de qualquer segmento: moveleiro, confecções, software, auto-peças, eletromecânica, entre outras que já estão prontas para o mercado externo. ''A grande maioria dessas empresas já consegue exportar de forma satisfatória'', explica Ayza.
Para o gerente de projetos da Comdec, Almir Pereira Nogueira, com a ajuda do Progex várias outras empresas podem exportar seus produtos. Segundo, ele o trabalho desenvolvido pela companhia é para médio e longo prazo, mas já se colhe os primeiros frutos em Cambé. Nogueira salienta que se as empresas agilizarem a descrição dos seus produtos em língua espanhola e inglesa, os resultados virão ainda mais rápido.

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