Programa ABC soma 572 contratos no PR
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sexta-feira, 04 de janeiro de 2013
Ricardo Maia<BR>Reportagem Local 
O Paraná terminou 2012 com 572 contratos fechados referente ao Plano de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), programa criado pelo governo federal que visa reduzir as emissões de gases na produção agropecuária. Com esse número, o Estado liderou o ranking nacional de adeptos ao sistema. De acordo com informações divulgadas pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), para o plano safra 2012/13 foi liberado um total de R$ 174,9 milhões em financiamento para implantação de sistemas de produção conservacionista. Segundo dados da secretaria, mais 220 contratos, avaliados em R$ 65,4 milhões, ainda estão sob processo de liberação nos bancos financiadores.
De acordo com Camilo Mendes Junior, engenheiro florestal do departamento agropecuário da Seab, o produtor paranaense é um exemplo para o País em produção sustentável. Segundo ele, a integração lavoura-pecuária-floresta e o plantio direto são os fatores que têm ajudado a fomentar a agricultura e a pecuária conservacionista no Estado. Essa adoção, consequentemente, tem aumentado a procura dos produtores ao Programa ABC. "O Plano de Agricultura de Baixo Carbono difunde novas tecnologias e profissionaliza o setor", explica Junior.
O engenheiro aponta que os benefícios para aqueles que adotam sistemas que retêm carbono são inúmeros. A melhoria na qualidade do solo, a diminuição na erosão e a elevação da atividade microbiana da terra são os principais fatores positivos que resultam tanto da adoção do plantio direto quanto do sistema de lavoura-pecuária-floresta. "Para receber o empréstimo com juros baixos oferecidos no programa ABC, que gira em torno de 5% ao ano, o produtor tem que apresentar um projeto junto ao banco financiador que comprove que sua implementação irá ter a capacidade de capturar carbono", salienta.
Para aqueles produtores que não têm condições de contratar uma assistência técnica particular, Junior orienta a procurar ajuda de órgãos como o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). O engenheiro da Seab observa que não basta o produtor adotar esses sistemas de manejo na propriedade, é preciso se atentar a alguns detalhes, como verificar se os maquinários agrícolas estão emitindo gases em excesso. Além disso, o produtor deve preocupar-se com a correta construção das curvas de nível e também com a preservação das áreas verdes da propriedade, conforme o estipulado pelo Código Florestal.
Mendes Junior completa que o próximo passo do Paraná é consolidar o sistema lavoura-pecuária-floresta, que está em processo de expansão no Estado. O especialista indica aos interessados na obtenção do financiamento que procure uma agência do Banco do Brasil para formalizar o pedido. Segundo ele, o valor máximo para o empréstimo é de R$ 1 milhão, com prazo de pagamento de até 15 anos.
Preparação
De acordo com informações divulgadas pela Seab, conforme o último levantamento realizado pelo Grupo Gestor do ABC no Estado, em 2012 foram 23 atividades realizadas que resultaram na capacitação de 7.293 pessoas. Ainda segundo a secretaria, o plano para este ano é conduzir o processo de integração do Programas de Gestão de Solo e Água em Microbacias e os demais programas que geram renda como bovinocultura de corte, leite, lavouras de grãos e outros, todos no cenário das microbacias.


